Mulher é presa em avenida com mais de 15 quilos de maconha

Fotos: Valéria Cuter

Um tiro na mosca! Assim se pode chamar a operação desencadeada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), na noite desta quarta-feira (1º de fevereiro) que culminou na apreensão de 15,111 kg de maconha, divididos em 11 “tijolos” prensados e embrulhados com fita adesiva numa mala de viagem. Foram presas em flagrante duas mulheres: Cristiane Ferreira Marcatto Veratti, de 24 anos, que trazia a droga de São Paulo para Botucatu e Amanda Cristina Alves, de 25 anos, que tinha a incumbência de receber o entorpecente.

A droga veio de São Paulo trazida por Cristiane em um ônibus de passageiros que estava sendo acompanhado pelos policiais que sabiam que a mulher estava sendo usada como “mula” (que transporta a droga) do tráfico e receberia pelo “trabalho”, segundo ela mesmo, a importância de R$ 500,00. Os policiais da delegacia de entorpecentes seguiram o ônibus por vários quilômetros e quando ela desceu na Avenida Vital Brasil, em frente a um hotel, onde o fluxo de pessoas e veículos é intenso, recebeu voz de prisão.

Sendo vigiada pelos policiais a mulher ficou no local marcado para fazer a entrega da droga. Não demorou para que um Escort com placas de Botucatu chegasse, sendo interceptado pelos policias que deram voz de prisão a três mulheres que estavam no seu interior, entre elas Amanda Cristina, que assumiu a responsabilidade de ser a proprietária da droga e havia pedido uma carona para ser levada até o local. As duas mulheres que a acompanhavam foram liberadas.

“Elas não tem nada com isso e não sabiam o que eu estava indo buscar. Só me deram uma carona até aqui”, garantiu Amanda que alegou que iria receber R$ 200,00 para guardar a droga em seu apartamento que fica no Bloco 4 dos predinhos do CDHU, na Vila Jardim. Entretanto, não revelou a quem ela seria entregue.

Já Cristiane salientou que foi contratada por uma pessoa (não disse o nome), na Barra Funda, zona leste de São Paulo para trazer a droga para Botucatu. “Aceitei fazer isso (o transporte da droga) porque estou desempregada, sem dinheiro e tenho dois filhos com menos de cinco anos para sustentar. Fiz essa besteira por necessidade e estraguei minha vida e a vida dos meus filhos”, lamentou a mulher, cujo ex marido também está preso.

De acordo com o delegado Paulo Buchignani que comandou a operação juntamente com o delegado Carlos Antônio Improta Julião Filho, a investigação vinha sendo desenvolvida há várias semanas. “Tínhamos a informação de que a droga chegaria de ônibus a Botucatu e onde a mulher esperaria para fazer a entrega. Quando ela desceu no local onde estava combinado para fazer a entrega, nós a abordamos e na mala que trazia estava os 11 “tijolos” de maconha”, relata Buchignani. “Na sequência a receptadora da droga, que é de Botucatu, também foi presa”, emendou o delegado.

Julião Filho lembra que a droga pertencia ao grupo de traficantes que age nos predinhos do CDHU, onde, recentemente, foram apreendidos 30 quilos de maconha. “O sistema é o mesmo. A pessoa vem de São Paulo com a mala recheada de maconha e entrega a droga que é guardada em apartamentos dos predinhos do CDHU, para, posteriormente, serem transformadas em porções de dois gramas cada um para venda aos usuários. Felizmente, a operação foi um sucesso e tiramos duas traficantes de circulação e uma boa quantidade de droga”, relata o delegado. Também estiveram nesta operação os investigadores Pelares, Bassetto e João.

Assistidas pela advogada Silvana Pradela Carli, as duas mulheres prestaram depoimento, foram indiciadas em crime de flagrante de tráfico de entorpecentes e recolhidas ao presídio feminino de Itatinga. No caso de uma condenação cada uma poderá pegar uma pena que varia de 05 a 15 anos de reclusão.