Mulher é presa acusada por crime de tentativa de latrocínio

Após uma semana ininterrupta trabalhando no caso, os policiais do Serviço de Inteligência da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), efetuaram na manhã desta sexta-feira (19) a prisão de uma mulher chamada Franceline Martinez Eusébio, de 28 anos de idade. Ela acabou indiciada em crime de tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), cometido contra José Fernando Garcia Filho, de 21 anos.

Esse rapaz havia comparecido no Plantão Permanente na noite de sexta-feira da semana passada, por volta das 22h45, com a cabeça cheia de profundos cortes ocasionados por golpes praticados com um pedaço de madeira (caibro). Na ocasião a vítima declarou que um elemento desconhecido e encapuzado invadiu sua casa na Rua Salim Kahil, na Vila Nogueira e passou a lhe bater com a madeira. Com os golpes ele desmaiou e, mesmo assim, o agressor continuou o espancamento.

Quando acordou estava se esvaindo em sangue e saiu buscando proteção com uma prima que mora na casa vizinha. Esta acionou a Polícia Militar que esteve no local com os soldados Luiz e Rua. A vítima foi conduzida ao Pronto Socorro (PS) da Unesp pela unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e os dados apresentados no plantão da Polícia Civil.

Na ocasião ele revelou que passou a tarde daquela sexta-feira com Franceline Eusébio que há um ano era sua amiga e sempre visitava sua casa. Quando retornou estava muito cansado e adormeceu. Quando acordou o “desconhecido” havia “invadido” a casa e passou e lhe agredir. Depois levou um Iphone, um televisor de 24 polegadas, um notebook e certa quantia em dinheiro.

Quando ficou sabendo que a agressora era sua “amiga” Franceline, ficou abismado. “Não podia imaginar isso! Conheci pelo facebook e ela passou a frequentar minha casa. Foi para ela que contei que havia vendido minha casa por R$ 100 mil e recebido um sinal de R$ 5 mil. Naquele dia (o da agressão) saímos juntos e fomos fazer compras. Depois ela me deixou em casa porque eu estava com muito sono. Quando acordei aconteceu tudo isso”, lembra José Fernando. “Não podia imaginar que ela fosse uma criminosa”, acrescenta.

Para o delegado Sérgio Castanheira, não há dúvidas de que a mulher cometeu crime de tentativa de latrocínio. “A intenção dela era matar, visto que desferiu vários golpes contra a cabeça da vítima que já estava desmaiada”, disse. Destaca que desde que a investigação foi iniciada Franceline foi apontada como suspeita.

“Ela foi a última pessoa que esteve com a vítima e conhecia a casa. Depois usou o Iphone roubado da vítima para se comunicar com outras pessoas. Fomos montando o quebra-cabeça e quando não tivemos mais dúvidas de sua participação, solicitamos um mandado judicial e invadimos a casa, onde foram encontrados os produtos e parte do dinheiro roubado”, disse Castanheira. A mulher acusada pelo crime que chocou até os investigadores da DIG, em razão da maneira brutal que foi cometido, não quis se pronunciar. “O que eu tinha que falar já disse pra polícia”.

Fotos: Valéria Cuter