Motorista que tombou caminhão boiadeiro morre na Unesp

Na madrugada desta quarta-feira, por volta das 4 horas, a Unesp de Botucatu anunciou a morte do motorista Marcelo Giocondo Vicentin, de 39 anos de idade. Esse cidadão se envolveu em um acidente na Rodovia Alcides Soares, na curva que dá acesso a Granja Moretto, a cerca de 700 metros da entrada para o Distrito de Vitoriana, na tarde do domingo último (1º de abril).

Destaca o Boletim de Ocorrência (BO) que nesse dia, por volta das 15 horas, Vicentin conduzia um caminhão boiadeiro Ford Cargo, placas GKW-0876, de Barueri, com um carregamento de gado da raça nelore (17 cabeças), sentido Botucatu/Vitoriana. Por motivos que ainda não foram apurados, perdeu o freio quando ia fazer a curva e o veículo de carga tombou e parou no acostamento (gramado) da pista, derrubando a cerca e vegetação. Com a queda, a maioria do gado se dispersou indo para várias direções. Alguns morreram no acidente e outros tiveram que ser sacrificados em razão da gravidade dos ferimentos.

Vicentin ficou preso nas ferragens da cabine e foi resgatado pela equipe do Corpo de Bombeiros com o sargento Cassetari e soldados Roberto, Marcílio, Cotrin e Carreira, sendo necessário “rasgar” a lataria do caminhão para a retirada da vítima e usar uma máquina agrícola pesada (pá-carregadeira) para recolher os destroços.

Ainda no local do acidente o motorista foi assistido por uma ambulância de resgate da equipe de socorristas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e conduzido em estado grave, com várias fraturas, ao Pronto Socorro (PS) da Unesp, onde permaneceu internado, mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.

A primeira pessoa que aportou ao acidente foi o lavrador Marcos Ailton de Souza, de 49 anos, que cortava lenha nas proximidades e ouviu o barulho do caminhão tombando. “Vim correndo e vi os bois berrando e se debatendo dentro do transportador um pisando por cima do outro desesperados para sair, mas na hora não consegui enxergar o motorista na cabina porque estava prensado na lataria. Quando os bombeiros chegaram tiveram muito trabalho para tirar ele lá de dentro (da cabine)”, disse, na ocasião, Marcos Souza. “Se escapar dessa é um milagre”.

Fotos: Valéria Cuter