Moradores fazem BO contra república feminina

Na manhã desta sexta-feira (13) um grupo de moradores do Jardim Paraíso compareceu na 2ª Central de Polícia Judiciária, na Vila dos Lavradores, para prestar queixa ao delegado Marcos Mores (foto), contra uma república de mulheres estudantes acusadas de promover festas até altas horas da madrugada, regada de bebida alcoólica e mantendo o som muito alto.

Um dos moradores, o ferroviário aposentado e sindicalista Hélio Maschetti, destaca que incentivou os moradores a prestar queixa de perturbação do sossego. “Fizemos o Boletim de Ocorrência (BO) para que isso seja resolvido de uma vez por todas. O que essa república está fazendo ultrapassa todos os limites do tolerável”, reclamou.

Além de registrar o caso na 2ª Central de Polícia Judiciária que atende aquela região da Cidade, Maschetti garante que também irá prestar queixa junto a diretoria da Unesp. “As mulheres que fazem parte dessa república devem ser identificadas por estar perturbando o sossego público. Elas vêm de fora para estudar aqui em Botucatu e não respeitam os moradores da cidade”, reclamou.

Estatísticas apontam que 80% das repúblicas da cidade estão instaladas na área do Jardim Paraíso e muitas já foram autuadas por perturbar o sossego público. O delegado Marcos Mores enfatiza que a perturbação do sossego público não vale só para o horário noturno. Diz que a lei é clara e não especifica horário, tanto faz se for três da tarde, como três da manhã.

“O crime é o mesmo. Mas nosso conselho é que as pessoas que se sentirem prejudicadas com o barulho alheio devem acionar os vizinhos que também passam pelo mesmo problema e procurem a delegacia para que possamos tomar as providências que forem necessárias”, orientou Mores.