Morador do Jardim Paraíso denuncia república de mulheres

“Não estou aguentando mais! Por isso vou fazer um Boletim de Ocorrência (BO) para que isso seja sanado de uma vez por todas! Tenho seis testemunhas que moram próximas da minha casa que irão prestar depoimento, pois estão vivendo o mesmo problema. O que essa república está fazendo ultrapassa todos os limites do tolerável”.

Foi dessa maneira que o ferroviário aposentado e sindicalista Hélio Maschetti desabafou contra uma república de estudantes de mulheres instalada no Jardim Paraíso que, segundo ele, faz festas até altas horas da madrugada, regada de bebida alcoólica e mantendo o som muito alto. A guarnição formada pelos guardas municipais Castilho e André esteve no local para contornar o problema e acalmar os ânimos e orientou o reclamante quanto às medidas legais que podem ser adotadas.

Além de registrar o caso na 2ª Central de Polícia Judiciária que atende aquela região da Cidade, Maschetti garante que também irá prestar queixa junto a diretoria da Unesp. “As mulheres que fazem parte dessa república devem ser identificadas por estar perturbando o sossego público. Elas vêm de fora para estudar aqui em Botucatu e não respeitam os moradores da cidade”, reclamou.

Estatísticas apontam que 80% das repúblicas da cidade estão instaladas na área da  2º Central e as que foram denunciadas por perturbar o sossego público já foram identificadas. Na delegacia os estudantes são alertados que serão responsabilizados criminalmente e a Faculdade de Medicina será comunicada, mas isso não os incomoda muito. “O temor dos estudantes é quando alertamos que, se houver reincidências, os pais serão intimados a comparecer na delegacia. A última coisa que querem é, por culpa deles, ver os pais numa delegacia”, revela o delegado da 2º Central, Marcos Mores.

Outro dado revelado pelo delegado é que a perturbação do sossego público não vale só para o horário noturno. “A lei é clara e não especifica horário, tanto faz se for três da tarde, como três da manhã. O crime é o mesmo. Mas nosso conselho é que as pessoas que se sentirem prejudicadas com o barulho alheio devem acionar os vizinhos que também passam pelo mesmo problema e procurar a delegacia para que possamos tomar as providências que forem necessárias”, orientou.