Menor apreendido tenta engolir 10 pedras de crack

Um adolescente de 16 anos de idade foi apreendido e sindicado por prática de tráfico de entorpecentes na Rua Curuzu, altura do número 2293, região do Bairro do Lavapés, na noite deste sábado.

A Força Tática da Polícia Militar com o tenente Sayki e soldados Cardoso e Gonzaga, efetuavam patrulhamento pelo local e detiveram o garoto. Os policiais perceberam que pouco antes da abordagem o adolescente colocou um objeto na boca. Era um invólucro plástico contendo 10 pedras de crack que ele estava tentando engolir para escapar do flagrante, mas foi impedido pelos policiais.

Dando continuidade ao trabalho, os policiais descobriram que esse adolescente mantinha escondido em um matagal cinco “parangas” de maconha e outras pedras três pedras de crack. Também foi apreendido um aparelho de telefone celular. Encaminhado ao Plantão Permanente ele prestou depoimento ao delegado Geraldo Franco Pires antes de ser recolhido ? Cadeia Pública de São Manuel.

É cada vez mais constante a presença de adolescentes infratores envolvidos com o tráfico de entorpecentes. Esta semana a PM apreendeu um menor de 15 anos que era o responsável pelo comércio de drogas na região da Vila São Luiz e muito conhecido nos meios policiais.

De acordo com o Juiz da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Botucatu, Josias Martins de Almeida Junior, a inclusão de adolescentes no tráfico de entorpecentes, no contexto atual, é preocupante. Segundo ele, a grande maioria dos atos infracionais praticados por adolescentes estão relacionados ao tráfico.

“Posso dizer que são 90% dos casos”, revela o magistrado. “É preocupante porque o tráfico tem acabado com a infância, tem acabado com a juventude do adolescente e afetado diretamente sua família. Hoje as drogas, principalmente o crack, é um fator decisivo na prática do crime”, acrescenta.

Baseado em dados estatísticos Josias Júnior enfoca que os atos infracionais mais graves envolvendo adolescentes como roubos, sequestros, homicídios, latrocínios, extorsão, estão relacionadas ao uso de drogas. Por causa disso, o magistrado diz que tem sido rigoroso com essa situação e aplicado medidas de internação para que o adolescente tenha um atendimento médico, psicológico e de drogadição.

“Muitas vezes ao internar um menor por um determinado período, estamos, sim, protegendo sua vida. E não podemos nos esquecer que o adolescente que vem de uma família desestruturada está mais vulnerável para entrar na criminalidade. Tirar o adolescente desse ambiente é a nossa obrigação, é obrigação da sociedade”, conclui.