Menino de 12 anos inventa um crime de estupro

Depois de um trabalho investigativo comandado pelo delegado Celso Olindo, titular da Delegada de Investigações Gerais (DIG), foi detectado que um menino de 12 anos de idade mentiu ao fazer a denúncia de que tinha sido estuprado por três homens desconhecidos na Rua Edu Chaves, região do Jardim Santa Elisa, no início deste mês, especificamente, no dia 2.

Segundo a versão dada pelo menino e que está descrito em Boletim de Ocorrência (BO), registrado no Plantão Permanente pelo delegado Antenor de Jesus Zeque, ele caminhava pela via pública, quando foi abordado por três homens que estavam em um Fiat Uno de cor branca (placas não anotadas).

O menino relatou que os homens fizeram com que entrassem no Fiat, o levaram até uma plantação de eucalipto e o obrigaram a fazer sexo oral nos três. Não bastasse isso o garoto ainda levou chutes no abdome e tapas na cara. Depois do crime os agressores fugiram e a polícia passou a investigar para identificar os criminosos.

“Nesta sexta-feira (14) esclarecemos que não houve crime e o menino mentiu inventando um triplo estupro. Na verdade havia saído de sua casa e ficou muito tempo fora. Com medo de sofrer represálias inventou essa história do estupro. Na conversa que tivemos com ele percebemos que estava mentindo e ela acabou revelando a verdade, ou seja, inventou essa história de estupro e o caso foi esclarecido”, revela Olindo.

{n}Outra invenção de crime{/n}

Outro caso de falsa comunicação de crime também desvendado pelos policiais da DIG envolveu uma adolescente de 17 anos, registrado no Plantão Permanente no último dia 3. Em depoimento a menina revelou que caminhava pela Rua Dr. Costa Leite, região central, quando foi abordada por duas mulheres gordas e negras acompanhadas de um individuo magro de cor branca que a agarrou e colocou uma faca em seu pescoço, anunciando o assalto. Como a adolescente alegou que não carregava nenhum objeto de valor, teria sido agredida fisicamente pelas duas mulheres. Após revirarem a mochila da vítima o homem e as duas mulheres teriam fugido tomando rumo ignorado.

Entretanto, ao se apresentar na DIG para revelar o crime e tentar fazer o reconhecimento do trio de assaltantes pelo álbum fotográfico, ela caiu em contradição e acabou revelando sua farsa. Ela pegou a motocicleta do irmão sem autorização, ficou com medo e acabou inventando o crime. As marcas que trazia nos braços foram feitas por ela própria para dar veracidade a história.

“Logo que iniciamos a conversa percebemos que a adolescente estava insegura ao nos revelar como o assalto aconteceu. Porém, entendeu que não podia continuar mentindo e decidiu falar a verdade, ou seja, não houve crime. Inventou a história do roubo e se auto lesionou, sendo o caso encerrado”, disse o investigador Caio que trabalhou ao lado dos policiais Vitor e Virgílio, supervisionados pelo delegado Celso Olindo.