Menina de dois anos pode ter morrido de overdose de cocaína

A Polícia Civil busca o esclarecimento da morte de uma criança de dois anos e três meses de idade, ocorrida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Unesp de Botucatu, no início da noite desta sexta-feira. Até que tudo seja, devidamente, esclarecido, o nome das pessoas envolvidas, será mantido em sigilo, assim como o nome dessa criança.

Consta no Boletim de Ocorrência (BO) que essa criança deu entrada no Hospital Regional Sorocabana, em razão de estar com parada cardíaca. Como o caso era muito grave a criança foi encaminhada ? Unesp. Depois dos exames, os profissionais de medicina constataram que a criança tinha cocaína em sua corrente sanguínea e urina. Nos últimos dias, o estado de saúde da menina veio se agravando e os médicos não conseguiram reverter o quadro e ela veio a falecer.

Durante a noite de sexta-feira e parte da madrugada deste sábado, o delegado José Sérgio Palmieri ouviu, no Plantão Permanente, parentes que conheciam o cotidiano dessa menina para se saber em que situação essa criança era educada e, principalmente, o fato de ela estar com cocaína no sangue, que poderia ter sido a razão de sua morte. Outro dado importante é saber se a menina foi molestada sexualmente, já que quando foi internada, essa hipótese foi levantada.

“Não podemos afirmar a causa da morte dessa criança, antes de ser feito o exame necroscópico, previsto para a manhã deste sábado. Só depois desse exame é que poderemos afirmar, com certeza, os motivos que levaram essa criança ao óbito. O que podemos dizer é que os médicos constataram cocaína no sangue da criança”, comentou o delegado.

O delegado Paulo Buchignani, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), também esteve no Plantão Permanente para se inteirar do caso e revelou que havia feito uma operação de tráfico de entorpecentes em uma casa vizinha da menina um dia antes de ela ser internada. Na fuga, os ladrões poderiam ter jogado a droga e a criança ter achado e ingerido.

“Tudo isso são hipóteses, mas em uma investigação policial, nenhuma possibilidade pode ser descartada. A causa da morte desta criança só irá ser determinada após um exame pericial minucioso. Então, vamos aguardar os acontecimentos e a conclusão dos laudos”, comentou Buchignani.

O inquérito policial será realizado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), sob a presidência da delegada Simone Alves Firmino Sampaio (foto), que deverá fazer uma investigação detalhada e ouvir, nas próximas horas, todas as pessoas que tinham relacionamento com a menina.

Foto: Fernando Ribeiro