Latrocida mata idoso com 24 facadas no Recreio do Havai

Um crime de latrocínio (roubo seguido de morte) foi registrado na manhã desta quarta-feira (4) na Rua Aparecida Francisca Oliveira, nº 435, Bairro Recreio do Havai, próximo ao Parque Convívio, tendo como vítima o pedreiro Silvério Rodrigues do Amaral, de 53 anos de idade. A vítima estava com 24 perfurações causados por uma faca de cozinha na região do abdome. Embora o cadáver tenha sido encontrado na manhã desta quarta-feira, o crime aconteceu por volta das 2 horas da madrugada de terça-feira (3), por causa de R$ 20,00.

Horas depois de o corpo ser encontrado por um parente, a Polícia Civil em um trabalho conjunto com a Polícia Militar (PM), esclareceu o caso efetuando a prisão de Leandro Coraçar Rodrigues, de 20 anos de idade, já conhecido nos meios policiais por crime de furto qualificado, tendo saído a poucos dias da cadeia. “Um vizinho me avisou que o Silvério, que morava sozinho na casa, estava ferido. Então fui até lá, encontrei o corpo caído no quarto. Imediatamente chamei a polícia”, diz Antônio Lourenço, tio da vítima.

O capitão José Semensati Júnior, comandante da 1ª Companhia da PM revelou que assim que o corpo foi encontrado foi iniciado o trabalho de colher dados para chegar ao criminoso. “Fomos buscando pistas até chegarmos ao autor do crime. Conseguimos informações de que ele estava em uma casa no Parque 24 de Maio. Uma viatura para lá se deslocou e ao receber voz de prisão o indiciado não ofereceu resistência”, lembra Semensati.

Celso Olindo salientou que o trabalho investigativo foi bastante rápido e evitou que o latrocida escapasse do flagrante. “Ele morava na casa vizinha ? da vítima e sempre bebiam juntos. Naquela madrugada o indiciado foi até a casa da vítima com o intuito de conseguir dinheiro e entrou armado, com uma blusa cobrindo sua mão que segurava a faca. Eles discutiram e o agressor passou a dar várias estocadas com a ponta da faca para fazer com que a vítima entregasse dinheiro. Amaral foi se afastando até o quarto quando ambos caíram no chão. A vítima foi imobilizada e recebeu o golpe de misericórdia no peito”, revela Olindo.

Com sua prisão o latrocida mostrou uma moita de espinhos na calçada em frente a casa onde havia jogado a faca que utilizou para assassinar o pedreiro. Com a presença da Polícia Técnica e Científica, foi feito a reconstituição do crime, onde o latrocida mostrou passo a passo como chegou até a casa de Silvério Amaral para cometer o crime, até sua fuga. Ao final da reconstituição houve um princípio de tumulto causado por familiares da vítima, inconformados com o crime. Foi necessária a intervenção policial para acalmar os ânimos.

{n}{tam:25px}Detalhes do latrocínio{/tam}{/n}

Com uma frieza impressionante, Leandro ”Madruga” revelou detalhes do crime (veja o vídeo abaixo). Disse que sempre ia ? casa de Silvério e ambos bebiam e chegaram a fumar maconha juntos. “Cheguei na casa (do Silvério) pouco depois da meia noite de terça-feira porque estava precisando de dinheiro pra comprar droga e começamos a beber pinga e conversar, mas não fumamos maconha nesse dia. Foi então que pedi dinheiro, mas ele se negou a me dar. Mostrei que estava armado e mesmo assim se negou a me dar dinheiro”, lembra.

Para intimidar o pedreiro, Leandro Madruga passou a dar estocadas no seu peito. “Ele foi se afastando e eu cutucando e quando chegou ao quarto caímos na cama e no chão. Àquela hora era ele ou eu. Matei pra não morrer. Imobilizei ele no chão e dei uma facada profunda no peito, com as duas mãos. Ele agonizou e eu peguei R$ 20,00 que estava no bolso de sua calça, fugi dali, fechei a porta da sala por fora e joguei a faca na moita de espinho. Eu estava vendo um lugar onde ficar, mas a polícia me pegou. Sei que estraguei minha vida e matei um cara que era meu amigo ”, lamenta.

Como o crime foi totalmente esclarecido, o Boletim de Ocorrência (BO) foi confeccionado no Central I de Polícia Judiciária, no Bairro do Lavapés. A ocorrência foi apresentada pelos policiais militares Panhoça e Carvalho. O latrocida foi recolhido ? Cadeia Pública e deverá, oportunamente, ser submetido ao crivo de um júri popular podendo pegar uma pena de até 30 anos de reclusão.

Fotos: Valéria Cuter