Irritado com parquímetro homem derruba porta da empresa

Fotos: Valéria Cuter

Um caso registrado como crimes de danos e ameaça foi atendido pela Polícia Militar (PM) e Guarda Civil Municipal (GCM) na tarde desta quarta-feira, na Rua Amando de Barros, região central da Cidade, quando um cidadão se irritou com a marcação de uma multa de R$ 10,00 por ter ultrapassado o tempo do parquímetro.

Ele apanhou a notificação e se deslocou até a sede da empresa Autoparque do Brasil, na Rua General Telles para tentar se livrar do pagamento. Entretanto, quando foi informado de que teria que pagar a multa teve um descontrole emocional, disparou ofensas contra os funcionários e com um pontapé, derrubou a porta e foi embora.

A polícia foi acionada e detectou que o autor do crime trabalha em uma loja comercial na Rua Amando de Barros. Porém, ele não foi localizado. “Sabemos quem ele é e a qualquer momento deverá ser detido para dar explicações do seu ato. Não é usando a violência que se resolve os problemas”, salientou o inspetor Pimentel da GCM.

Edna Nicolai, responsável pelo setor de atendimento, apontou que o homem chegou até a sede questionando o pagamento. “Passou a nos ofender com palavras de baixo calão e nos ameaçando, dando murro no balcão. Depois, deu um passo pra trás e derrubou a porta com um pontapé e foi embora vociferando”, lembra Nicolai.

O supervisor da empresa, Paulo Afonso, destacou o fato do ticket estar vencido. “Quando ele viu a notificação da multa passou a ofender e ameaçar o garoto que faz a fiscalização de controle do tempo dos veículos estacionados. Depois saiu dali dizendo que iria reclamar no escritório da empresa”, conta Afonso, ressaltando que ofensas contra os funcionários são comuns.

“Se o motorista estaciona certinho e com o ticket em dia, não terá nenhum problema, mas existem as pessoas que ainda não se adequaram ao sistema de estacionamento por parquímetro e se irritam quando são autuadas”, enfoca Afonso. “O problema é que a pessoa acaba mostrando sua indignação com o sistema ofendendo funcionários que nada mais fazem do que cumprir as normas da empresa, estabelecidas em contrato”, complementou.