Investigação sobre perna encontrada no Rio Tietê não avança

O depoimento prestado ontem pelo delegado aposentado Jadir Canutto, 59, na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), não trouxe nenhuma novidade ao polêmico caso da perna encontrada por pescadores na ponte do Rio Tietê, local conhecido como ponte do Jaú, na SP 191 Rodovia Geraldo Pereira de Barros. O ex-delegado é investigado sobre o desaparecimento da mulher e nega qualquer envolvimento.

Essa perna cortada do joelho para baixo, que pertencia a Maria Helena da Silva de Oliveira, de 60 anos de idade, foi encontrada por pescadores boiando entre os iguapés dia 3 de julho deste ano. Desde então, a polícia trabalha para elucidar o caso. A mulher segundo familiares está desaparecida desde 24 de julho e a polícia acredita que ela tenha sido assassinada, embora nenhuma outra parte do seu corpo tenha sido encontrada.

O caso teve um novo desdobramento em razão de uma faca com manchas de sangue ter sido encontrada na casa do investigado, no Jardim Eldorado. A faca está sendo periciada para saber se o sangue é mesmo da mulher desaparecida. De acordo com o advogado Edson Coneglian, que defende os interesses do investigado, essa faca estava na casa da mulher em um imóvel no centro da cidade, onde eles se encontravam regularmente, pois eles não moravam juntos. “Possivelmente, quando ele foi buscar algumas coisas pessoais que ficaram na casa, essa faca poderia ter vindo junto. Não estou afirmando isso, estou supondo. Mas, é bom frisar que ele não é suspeito e sim investigado”, disse o defensor.

Coneglian é taxativo ao falar do caso. “Não se pode tratar desse caso como homicídio, pois até agora o corpo não foi encontrado. Meu cliente, mais do que ninguém, quer que esse caso seja esclarecido o mais rápido possível. Ele (Canutto) nunca se furtou em prestar depoimento e sempre se apresentou quando solicitado. Já disse e vou repetir: é necessário que se tenha cautela antes de fazer qualquer ilação ou acusação. Não existe uma prova sequer de que ele tenha envolvimento no desaparecimento dessa mulher”, frisou o defensor.

{n}Ainda sobre o caso{/n}

A DIG teve a confirmação de que a perna encontrada era mesmo de Maria Helena, quando a irmã da vítima que se chama Vera da Silva Greguer, de 59 anos, e seu irmão Mauro José da Silva, 63, compareceram na delegacia no dia 2 de agosto. Ambos forneceram amostras de sangue para exame de DNA e o resultado confirmou em 99,99% de que a perna misteriosa era mesmo de Maria Helena, que havia desaparecido de sua casa no dia 24 de junho.

Uma vez esclarecido isso, a polícia passou a realizar um trabalho investigativo para descobrir como era a vida de Maria Helena, assim como seus relacionamentos pessoais. Foi durante esse trabalho que a polícia chegou até ao delegado que era companheiro da mulher. Ele confirma que mantinha um relacionamento amoroso com Maria Helena, mas nega qualquer participação no seu desaparecimento.