Interno do Hospital Psiquiátrico é atropelado por ônibus

Na tarde desta segunda-feira (29), por volta das 15 horas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou atendimento a um interno que sofreu atropelamento na rua principal (sem nome) do Hospital Psiquiátrico Cantídio de Moura Campos, que fica na Avenida José Ítalo Bacchi, região do Jardim Aeroporto.

A vítima foi um senhor de 54 anos chamado José Maria Visoni, que está internado nessa unidade hospitalar desde 2005 e foi atropelado por um veículo de passageiros da Empresa Auto Ônibus Botucatu (EAOB), placas DAH-5729, há cerca de 100 metros do portão de entrada.

Consta que o motorista Bruno Juliano Albino Machado, de 26 anos de idade, estava retornando para a Cidade, quando veio a atropelar Visoni que atravessava a rua. O condutor ainda tentou desviar, mas não evitou o atropelamento. A vítima foi encaminhada em estado grave ao Pronto Socorro do Hospital da Unesp. Após atropelar o interno o ônibus bateu contra o portão de entrada Faculdade de Tecnologia (FATEC) que fica em área do hospital.

Nessa via onde houve o atropelamento os internos costumam caminhar durante o dia, em meio ao tráfego de veículos de passeio e ônibus. Visoni não ficava na ala de enfermaria do hospital e era um dos 52 moradores das “casinhas” do psiquiátrico. Também esteve no local registrando ocorrência a Polícia Técnica Científica e os policiais militares Sidnilson e Ocampos.

O acidente foi presenciado por outros internos, estudantes de tecnologia e funcionários do hospital, que poderão ser chamados, oportunamente, para prestar declarações no 3º Distrito Policial, que tem como delegado titular Antenor de Jesus Zeque. Até o fechamento desta matéria o interno permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Unesp em estado bastante grave, com fraturas, principalmente, na região da cabeça.

Um funcionário que pediu para não ser identificado revelou que a rua principal do Hospital, que também dá acesso ? FATEC é muito perigosa para os internos, que tem liberdade para ficar caminhando e muitas vezes ficam no meio da rua.

“É um absurdo o que acontece aqui todos os dias. A mesma via onde os internos passeiam é também usada pelos estudantes em carros e ônibus. A gente não pode falar, mas quem sabe se o que aconteceu hoje seja um alerta para que outros atropelamentos sejam evitados. Está claro que veículos e internos não podem dividir o mesmo espaço”, disse.

Fotos: Valéria Cuter