Homicídio tentado é desclassificado e réu é julgado por lesão

Fotos: Valéria Cuter

O júri popular composto por quatro mulheres e três homens da sociedade botucatuense entendeu ser procedente o argumento da tese de defesa adotada pelo advogado criminalista Edson Coneglian e desclassificou o crime de homicídio tentado para lesão corporal dolosa do réu Denilson de Sá Pires.

O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (6) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subsecção de Botucatu e durou menos de três horas. Pires foi denunciado pelo Ministério Público como o autor do crime de homicídio tentado cometido contra Hamilton Ricardo Dias, ocorrido na madrugada do dia 1º de janeiro de 2006, na Rua 14, nº 112, região do Jardim Monte Mor.

O juiz presidente do Tribunal de Júri, Marcus Vinicius Bachiega, coordenou os trabalhos do julgamento, que teve como representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino. Como o pedido de desclassificação foi aceito o réu acabou condenado por lesão corporal dolosa a um ano e quatro meses de reclusão. Como já estava preso há um ano e sete meses aguardando o julgamento, saiu do júri em liberdade.

“O processo deixa bastante claro que foi um crime de lesão corporal e não de homicídio tentado, que prevê uma pena muito maior. O próprio promotor de Justiça entendeu isso e pediu a desclassificação. Fez-se Justiça, embora ele tenha ficado preso três meses a mais do que a pena que lhe foi imposta”, colocou Coneglian.

Traz a denúncia que Pires e Hamilton Dias foram juntos a uma festa com suas respectivas companheiras para comemorar o ano novo. No retorno para casa, depois de ingerirem muita bebida is dois homens se desentenderam e Pires entendeu que Dias estaria “fazendo gracejos” para sua mulher e ambos começaram a discutir. Pires armou-se de uma faca e desferiu um golpe que atingiu o abdome de Dias. Este foi socorrido ao Pronto Socorro (PS) da Unesp em estado grave e passou por uma intervenção cirúrgica permanecendo internado por 35 dias.