Homicida é julgado e absolvido por legítima defesa

Fotos: David Devidé

 

O Conselho de Sentença formado por sete pessoas da sociedade botucatuense (quatro mulheres e três homens) do Tribunal de Júri absolveu Walison de Oliveira Barbosa, de 36 anos de idade, que sentou-se no banco dos réus nesta quinta-feira acusado pelo assassinato do morador de rua Ronei Adilson Alves, de 19 anos de idade, crime ocorrido em junho de 2012. Réu está preso em Itaí desde que o crime aconteceu e deverá ser colocado em liberdade.   

O réu foi defendido em plenário pelo advogado Sebastião de Figueiredo  Torres que alegou morte por legítima defesa, tese aceita pelos jurados e contrária ao do promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino, que pediu a condenação. O júri foi presidido pelo juiz Marcus Vinicius Bachiega, que proferiu a sentença, de acordo com a decisão dos jurados.

 

O crime
 

O assassinato aconteceu por volta das 19 horas do dia 03 de junho de 2012 e foi gerado por uma discussão nas proximidades de um bar na Rua João Miguel Rafael, região da Vila São Benedito, bem perto do Recinto do JVC. Menos de uma hora depois o homicídio estava esclarecido pela PM com a prisão do assassino, no Auto Posto Malagueta, na saída da Cidade, se preparando para fugir.

Apurou a polícia que Walison Barbosa havia se desentendido com Ronei Alves e entraram em luta corporal. Walisom desferiu dois golpes de faca em Ronei que ainda conseguiu caminhar por cerca de 50 metros até cair no acostamento da Rodovia João Hipólito Martins – Castelinho, na saída da Cidade. Ao seu lado havia uma caixa de fósforos com uma pedra de crack.

Já na viatura policial Walisom não omitiu a autoria do crime justificando que era assaltado por Ronei. “Sempre (o Ronei) me assaltava e cada vez levava o pouco dinheiro que eu tinha. Tenho meus vícios de bebida e de crack, mas trabalho de servente (de pedreiro) para me sustentar. Ele é que não gostava de trabalhar e queria roubar meu dinheiro”, revela Walisom.

Com relação ao crime foi taxativo. “Esta noite quando ele se aproximou de mim querendo me roubar dei uma “zicada” (facada) no peito dele. Ele se virou e dei outra nas costas. Mas ele assim mesmo saiu correndo e só caiu perto da estrada. Depois, fiquei escondido e vim para o posto porque queria ir embora, mas polícia me achou e não pude fazer nada”.

De acordo com o capitão Cagliari, depois de cometer o crime, o homicida ficou nas imediações e foi até o posto dar um telefonema para pedir ajuda, com intenção de fugir. “Felizmente, conseguimos interceptá-lo dando voz de prisão e ele confessou a autoria do crime”, disse Cagliari que fez a apresentação do homicida ao Plantão Permanente onde a delegada Michela Aparecida da Silva Ragazzi elaborou o Boletim de Ocorrência (BO).