Homicida dá sua versão sobre assassinato no Santa Maria I

Na manhã desta quarta-feira, Jonas Alves de Albuquerque, de 45 anos de idade, se apresentou ao delegado Antenor de Jesus Zeque, titular do 3º Distrito Policial (DP) para dar sua versão sobre o assassinado de Adriano Antônio da Silva, de 28 anos, que morreu com um tiro no rosto disparado por ele. Ainda na delegacia passou pelo exame de corpo de delito. O crime ocorreu na manhã do último domingo (14) na Rua Ana Vieira (antiga Rua 2) na região do Bairro Santa Maria

O autor do homicídio não quis gravar entrevista nem mostrar seu rosto e através do advogado Luiz Américo do Nascimento, ressaltou que cometeu crime para salvar sua vida. Ainda guarda os ferimentos que afirma terem sidos causados pelas agressões que sofreu da vítima e do irmão e se diz muito traumatizado com o episódio, se recuperando, psicologicamente. “Esses motivos que fizeram com que não se entregasse até agora”, diz o advogado.

Nascimento ressalta que o Jonas nunca teve passagem policial e está com muito medo de sofrer represálias, por isso foi para São Paulo. “É um senhor de 45 anos de idade, que necessita de medicamentos fortes. Sempre foi trabalhador e há seis anos está afastado do seu emprego, por motivo de saúde. Garante que matou para defender a sua vida e a vida de sua família”, conta o advogado.

Revela que no dia do crime Adriano Antônio da Silva estava conduzindo um Passat pela Rua Vicente Ventrella, levando sua esposa como passageira quando bateu contra um Monza onde estava Jonas Braga e sua mulher. “Ambos passaram a discutir, quando Adriano teria empurrada a mulher de Jonas, apanhado uma chave de roda e passado a agredi-lo. O irmão de Adriano chamado Rodrigo Antunes da Silva, de 20 anos, entrou na briga e com um pedaço de madeira (gradilho para cerca), também passou a agredir Jonas, que correu”, conta o advogado.

Ao chegar ? sua casa, prossegue Nascimento, na Rua José Genoíno (antiga Rua 1) percebeu que havia deixado as chaves no carro e arrombou a porta da sala para apanhar um revólver calibre 32 que colocou na cintura e retornou para a rua com o intuito de buscar sua mulher. “Encontrou os dois irmãos na Rua Ana Vieira e Adriano teria simulado estar armado e caminhou em sua direção. Foi então que sacou do revólver a atirou por três ou quatro vezes. Um dos tiros atingiu o rosto de Adriano Silva, na altura do nariz, que caiu no asfalto. O irmão que o acompanhava fugiu entrando em um matagal. Depois Jonas fugiu, jogou arma em um rio e foi para São Paulo, retornando nesta quarta-feira para Botucatu. Esta é a versão dele (do Jonas)”, disse o advogado.

Após ouvir a versão de Jonas Albuquerque, o delegado o indiciou em crime de homicídio simples que irá responder em liberdade e o inquérito policial será aberto para esclarecer o caso. “Já ouvimos as testemunhas e agora vamos aguardar o laudo da Polícia Técnica Científica, assim como fazer a reconstituição do crime”, frisou o delegado apresentando fotos dos ferimentos na cabeça de Jonas em razão da briga com Adriano seu irmão.

Outra particularidade que Jonas relatou ao delegado foi com relação ao revólver que estava em sua casa. Diz que havia comprado de terceiros com a finalidade de cometer suicídio, pois estava em depressão. “Esta foi a versão que ele apresentou e agora vamos fazer buscas no local onde ele diz ter jogado o revólver porque trata-se de uma peça importante no processo”, observou o delegado.

Fotos: Valéria Cuter