Homem que estourou porta de empresa justifica ação

Fotos: Valéria Cuter

“Não achei justo a multa que me cobraram, acabei perdendo a cabeça e quebrei a porta do guichê de atendimento da empresa. Estou muito chateado e arrependido de ter feito isso e já me prontifiquei a ressarcir todos os prejuízos”. Foi o que disse o eletricista Geison Evandro Oliveira Spineli, 28, que protagonizou um fato que gerou muita repercussão na Cidade.

Inconformado com uma multa de R$ 10,00 aplicada por exceder o tempo de estacionamento Spineli, foi até a sede da Autoparque do Brasil, que explora o serviço dos parquímetros na Cidade e fica na Rua General Telles. Quando foi informado de que teria que pagar a multa ele se irritou, discutiu com funcionários e acabou derrubando a porta do guichê de atendimento da empresa, com um pontapé.

Ele conta que as 12h52 colocou uma moeda de R$ 1,00 no parquímetro que lhe daria o direito de ficar estacionado por 43 minutos, ou seja, até as 13h35. Porém, excedeu 16 minutos do tempo e foi notificado ? s 13h51. “Reconheço que passei do tempo, mas não me conformei em ter que pagar R$ 10,00 por 16 minutos. Se pago R$ 1,00 para ficar 43 minutos, como é que podem me cobrar uma multa de R$ 10,00 por 16 minutos? Não é pelo dinheiro e sim pela situação”, explica o eletricista que procurou o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon).

“Fui tentar conversar na empresa, mas meu argumento não foi aceito e, por isso, acabei perdendo a cabeça e quebrei a porta, porque entendi que meus direitos de cidadão haviam sidos violados. Não me importaria em pagar pelo tempo que excedi, mas desde que fosse uma cobrança justa. Quanto de juros a empresa cobra? É abusivo e assim como eu muita gente não concorda com os juros aplicados. Acho que isso é uma situação que o Procon tem que averiguar”, sugere.

Ele também revela que seu carro estava estacionado, regularmente, e não em uma vaga de deficientes físicos, como foi aventado. Sobre este aspecto, o supervisor da Autoparque, Paulo Afonso, salienta que houve um mal entendido. “O que foi dito é que temos motoristas que acabam usando vagas que são de deficientes físicos, o que não é, especificamente, sobre esse caso”, disse.

“Existem as pessoas que ainda não se adequaram ao sistema de estacionamento por parquímetro e se irritam quando são autuadas”, enfoca Afonso. “O problema é que a pessoa acaba mostrando sua indignação com o sistema ofendendo funcionários que nada mais fazem do que cumprir as normas da empresa, estabelecidas em contrato”, complementou.