Homem que atirou em criança será submetido a júri popular

Valdionor Souza Pereira, de 51 anos de idade, senta-se no banco dos réus nesta quinta-feira para ser submetido ao crivo de um júri popular por ter sido denunciado em crime de tentativa de homicídio cometido contra uma criança de 7 anos de idade (na época), chamada Paulo Cesar da Silva. O crime aconteceu no dia 11 de outubro de 1999, ou seja, há 12 anos, na Rua Ângelo Martins. O julgamento acontece no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subsecção de Botucatu, a partir das 9 horas.

Aquela criança (hoje com 19 anos) que estava no colo do seu pai, um cidadão conhecido por “Esquerdinha”, foi alvejada por um tiro de revólver que atingiu sua perna direita, depois de uma briga entre um homem chamado Dorgeu da Silva, com o réu. O pai dessa criança passava pelo local dos fatos e não tinha nenhum envolvimento com o entrevero.

Consta na denúncia formalizada pelo então promotor público, Maurício Uemura Shintati, que no dia dos fatos Valdionor se desentendeu com Dorgeu que estava acompanhado de seu irmão, Duvílio da Silva. No calor da luta, Dorgeu teria sacado de uma faca e esfaqueado o desafeto. Foi, então, que Valdionor sacou de um revólver Taurus calibre 38 (comprado três antes do crime) e disparou os tiros, sendo que um deles atingiu, acidentalmente, a criança que foi socorrida até o Pronto Socorro (PS) da Unesp, onde passou por uma intervenção cirúrgica. O réu, com ferimentos causados pelo esfaqueamento, também teve que ser medicado.

Sete pessoas de diferentes segmentos sociedade de Botucatu estarão compondo o Conselho de Sentença (jurados) que irá decidir a culpabilidade do réu. O julgamento será presidido pelo juiz substituto Edson Lopes Filho e o promotor público Marcos José de Freitas Corvino, atuará como representante do Ministério Público.

Na defesa de Valdionor Pereira estará o advogado criminalista Roberto Fernando Bicudo, com a tese de legítima defesa. “Em momento algum houve a intenção de atingir a criança. Os tiros foram dados com a intenção de intimidar os dois irmãos, já que o réu corria risco de vida, pois havia sido esfaqueado. Infelizmente, um dos tiros acabou atingindo a criança. Foi uma fatalidade e iremos trabalhar em plenário pela absolvição, pois entendemos que este é um caso onde se configura a legítima defesa”, adiantou Bicudo, lembrando que o réu respondeu a todo processo em liberdade.