Homem que assassinou companheira é condenado por júri popular

Sete anos em regime fechado. Foi esta a pena proferida pela juíza presidente Adriana Toyano Fanton Furukawa, ao réu Antônio Carlos Guilherme, de 56 anos de idade, que foi julgado nesta quinta-feira (17) pelo assassinato de sua companheira Márcia de Jesus Ramos Oliveira, na ocasião com 43 anos. O crime ocorreu na tarde do dia 6 de novembro de 2009, na Rua Rafael Lopes nº 435, Jardim Brasil e o julgamento aconteceu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Subsecção de Botucatu.

O Conselho de Sentença foi formado por sete pessoas da sociedade botucatuense (quatro homens e três mulheres). Na defesa dos réus estiveram os advogados Edson Coneglian e Everaldo Cecílio, que defenderam a tese de violenta emoção e justa provocação da vítima e na acusação atuou o promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino, que pediu a condenação por homicídio simples premeditado.

Consta nos autos do processo que Guilherme já havia sido preso em 2000 por ter assassinado seu próprio filho, de 18 anos de idade, que era usuário de drogas e teria sido a dependência que o levou a tirar a vida do rapaz. Condenado a 14 anos, Guilherme cumpriu parte da pena e estava em liberdade há quase dois anos quando veio a matar Márcia, depois de viver em sua companhia por quatro meses. A mulher estava sendo procurada pela Justiça por crime de tortura.

Na sua versão, Guilherme revelou que no dias dos fatos chegou mais cedo do trabalho e ao entrar no quarto flagrou Márcia nua na cama mantendo relação sexual com outro homem. Foi até a cozinha, apanhou uma espátula (para cultivar jardim) e aplicou dois golpes no pescoço da mulher, que morreu no local. O homem que, supostamente, estava com ela teria fugido pelado carregando suas roupas.

Depois do crime Guilherme lavou a espátula, cobriu o rosto da mulher com uma toalha e fugiu do local em seu veículo, um VW Gol. Foi até o Terminal Rodoviário, estacionou seu carro e tomou o ônibus para Tatuí. Chegando ao seu destino, ligou para sua irmã de um “orelhão” da Praça da Matriz de Tatuí revelando que havia matado a companheira. Um sobrinho de Guilherme através do identificador de chamadas anotou o número e acionou a Polícia Militar que foi até a casa para confirmar o assassinato.

Nesse intervalo, a PM de Botucatu acionou Tietê informando que Guilherme estaria na praça. Após efetuar buscas os policiais encontraram o homicida dormindo em um dos bancos da praça, por volta das 22 horas. Ele recebeu voz de prisão e confirmou que havia assassinado a companheira. Ele foi preso e, posteriormente, transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Hortolândia.

Fotos: Macaru