Homem é brutalmente assassinado no Residencial Cedro

Fotos: Luiz Fernando

Na manhã deste domingo (23) um crime de homicídio qualificado foi registrado pela Polícia Civil com o delegado Nelson Burin Neto e os policiais Caio, Fernando, Álvaro e também a Guarda Municipal com os agentes Edneia e Odair, ocorrido durante a madrugada, por volta das 2 horas. O crime ocorreu na Rua João Modesto, no Residencial Cedro, em uma casa usada como alojamento por sete homens, de São Paulo, que prestam serviços a uma empresa terceirizada que executa obras no Parque Tecnológico de Botucatu.

Dos sete moradores da casa, quatro haviam viajado para São Paulo. Os três que ficaram, depois de ingestão de bebida alcoólica se desentenderam e passaram a discutir, entrando em luta corporal. Um deles com um pedaço de caibro na mão passou a agredir seus companheiros.

Paulo Acássio Viotto, de 52 anos, depois de receber alguns golpes na cabeça conseguiu sair correndo da casa e chegar até a SP-209 Rodovia João Hipólito Martins – Castelinho, onde apenas de cueca e muito ensangüentado pediu ajuda. Comunicada por populares, uma viatura do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) resgatou o homem e fez seu encaminhamento ao Pronto Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC), onde relatou o que havia acontecido.

A polícia e a GCM foram até o local onde a briga havia acontecido e encontrou o corpo de Francisco Constancio Souza, de 52 anos, conhecido como “seu” Chico em um terreno ao lado da casa com o rosto totalmente desfigurado em razão dos golpes que recebeu. O agressor, identificado como José Francisco Nascimento Rego Júnior, fugiu e está sendo procurado devendo responder por dois crimes: homicídio qualificado e lesão corporal dolosa.

“A gente morava junto aqui e depois de beber o Júnior pegou um pedaço de caibro e começou a gritar que era um psicopata e iria matar eu e o seu Chico e passou a nos agredir. Mesmo depois de receber pauladas na cabeça consegui correr para fora da casa, mas o seu Chico ficou lá dentro apanhando e aconteceu isso tudo”, lembra Paulo Viotto.

O delegado Nelson Burin Neto revelou que a hipótese é que a vítima ainda teria saído ferida da casa e caminhado alguns metros pela calçada, deixando um rastro de sangue, mas acabou sendo perseguida e arrastada até o terreno onde foi assassinado com várias pauladas na cabeça. “Temos o depoimento de uma das vítimas que sofreu lesão corporal. Nosso trabalho é localizar o acusado para que ele preste depoimento e dê suas versão dos fatos”, disse o delegado.