Guarda Municipal flagra uso de cerol na Vila Paulista

Em averiguação a denúncia feita via 199 à guarnição da Guarda Civil Municipal (GCM) formada pelo inspetor Barcaça e agente Maffei se deslocou até a Avenida João Batista Carnieto, Vila Paulista onde segundo informações estaria ocorrendo uso de cerol. No local a guarnição encontrou seis adolescentes entre 12 e 14 anos soltando “pipas”,  porém somente três estava fazendo uso do cerol.

Os responsáveis pelos adolescentes foram solicitados no local e orientados quando ao risco do uso deste tipo de material e também quanto aos procedimentos administrativos e criminais que podem acarretar este tipo de ação, as linhas foram recolhidas para serem inutilizadas e as partes liberadas.

 

O produto

 

Cerol é o nome atribuído a uma mistura de pó de vidro (normalmente de bulbos de lâmpadas) com cola, porém existem também varias modificações do cerol. Uma delas é substituir o vidro por pó de ferro, Por causa da presença do ferro, as linhas impregnadas com esta variante de cerol conduzem a eletricidade bastando um único contato da linha com os fios de alta tensão para que a pessoa seja eletrocutada.

Muitos acidentes fatais ocorrem com motociclistas que passam por áreas onde crianças e adolescentes empinam pipas. Geralmente nos casos fatais, é o pescoço do motociclista ou pedestre que entra em contato com a linha de pipa com cerol. São também vítimas do cerol: aeronaves, pedestres, ciclistas, motociclistas,  pára-quedistas, skatistas e outros. O vendedor de cerol pode ser preso, além de pagar multa.

No Brasil, a atividades envolvendo a substância, tem seu ápice nos meses de janeiro, fevereiro, junho, julho e dezembro, que correspondem aos períodos de férias escolares, onde é bem maios a realização de disputas entre as crianças e adolescentes para ver quem consegue cortar a linha da pipa do outro.