Guarda Ambiental resgata tamanduá bandeira e arara

Acionados através do telefone de emergência 199, o Grupo de Proteção Ambiental (GPA) da Guarda Civil Municipal (GCM) fizeram a apreensão de dois animais silvestres no Município. A primeira no Sítio São João, Bairro Guarantã, na tarde desta terça-feira onde resgatou um filhote de tamanduá bandeira.

O animal havia adentrado ? quela propriedade rural e foi atacado pelos cães que ali existem e estava mancando do membro posterior esquerdo e também tinha ferimentos na cauda. Encaminhado ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (CEMPAS), da Unesp de Botucatu, o animal ficou sob os cuidados da equipe de veterinários do professor/doutor Carlos Teixeira.

O tamanduá-bandeira, urso-formigueiro-gigante ou papa-formigas-gigante (Myrmecophaga tridactyla) é um mamífero da família dos mirmecofagídeos, encontrado nas Américas Central e do Sul. Está ameaçado de extinção e também é conhecido pelos nomes de iurumi, jurumim, tamanduá-açu e tamanduá-cavalo.

Um tamanduá-bandeira adulto pode atingir 40kg de peso e um comprimento de 1,80m, incluindo a cauda. Possui coloração cinza acastanhada, com uma banda preta que se estende do peito até a metade do dorso, cauda comprida e peluda, focinho longo e cilíndrico, pés anteriores com três grandes garras e pés posteriores com cinco garras pequenas. Alimenta-se de formigas e cupins, capturados pela língua comprida e aderente.

Já na manhã desta quarta-feira (27) a GPA resgataram uma arara canindé (Ara ararauna) na região da Vila Antártica. Os agentes foram até o local através de solicitação via telefone 199 e conseguiram realizar o resgate da ave. A arara tinha uma anilha de identificação CFDRA/07, porém não foi localizado provável proprietário.

A arara canindé enfrenta vários problemas em relação a extinção e está sendo ameaçada principalmente pelo contrabando e pelo comércio ilegal de aves. Também é um animal muito procurado como bicho de estimação, pois é muito dócil, quieto (dependendo das condições do cativeiro) e possuem certa capacidade de fala, além de ser um animal muito belo.

Os dois animais foram levados até o Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (CEMPAS) onde ficaram aos cuidados dos veterinários da equipe do professor/doutor Carlos Teixeira. Recentemente, a GPA já havia encaminhado ao CEMPAS, um lagarto teiú e uma capivara.

{n}{tam:25px}CEMPAS {/n}{/tam}

O CEMPAS tem como objetivo prestar atendimento especializado nas áreas de clínica, cirurgia e de diagnóstico a animais silvestres em situação de risco, resgatados pelo poder público ou encaminhado pela população.

Capacita os profissionais responsáveis por tais resgates (Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal, Corpo de Bombeiros, etc.), para garantir a segurança das pessoas envolvidas e aumentar as chances de recuperação do animal, devolvendo o mesmo ? natureza, sempre que possível (após indicação de locais próprios para este fim por órgãos competentes a tal ato).

Também o CEMPAS procura obter dados para pesquisas na área, a fim de aumentar as chances de sobrevivência e soltura dos animais atendidos, informar e educar crianças, jovens e adultos das áreas onde ocorreram os problemas, conseguindo assim parceiros voluntários para a preservação da fauna silvestre.