GCM flagra cidadão polonês clandestino no CAMIM

Foto: Valéria Cuter

Uma operação de rotina feita pelos agentes Barcaça e Regina, do Grupo Especial de Policiamento Ostensivo com Motocicletas (GEPOM), da Guarda Civil Municipal (GCM), acabou se transformando num fato inusitado, com o fato de um cidadão polonês estar vivendo, clandestinamente, no País. Trata-se de Stanislaw Dariusz Dabrowski, de 47 anos de idade, da Cidade de Polska.

Os agentes realizaram uma operação rotineira junto ao Centro de Atendimento ao Itinerante e Mendicância (CAMIM) e quando solicitaram os documentos do averiguado, este apresentou um passaporte anulado, sem valor legal. Também constatado que tinha uma autuação por infringir o artigo 125 do Estatuto do Estrangeiro.

“Quando foi indagado sobre a documentação alegou que tem dupla cidadania e uma esposa e um filho no Rio de Janeiro, mas nada foi comprovado”, assegurou Barcaça. “Ele nos contou várias histórias, mas nenhuma foi confirmada”, emendou Regina.

Esse cidadão disse que há 15 dias estava em Madri, na Espanha e viajou de avião, fazendo escala na Argentina, passando pelo Paraguai e Bolívia e atravessando a fronteira do Brasil aportou numa cidade que não lembra o nome. Foi até um telefone público (orelhão) onde teria esquecido seus documentos e ficado com o passaporte anulado. Revelou que fez o trajeto “pinga-pinga”, ou seja, passou por diversos estados, de carona, sempre procurando entidades como o CAMIM para se alojar. Foi dessa maneira que veio parar em Botucatu.

“Meu objetivo é chegar até o Consulado da Polônia, em São Paulo, para que eu possa esclarecer toda essa situação e voltar para o Rio de Janeiro. Não estou ilegal no Brasil, porque tenho dupla cidadania”, garantiu Dabrowski. “Todo esse mal entendido será explicado”, completou.

A própria Guarda Municipal fez o encaminhamento de Dabrowski, até a Polícia Federal de Bauru para que sua situação seja averiguada. “É uma ação diferente das que estamos acostumados a fazer nessa parceria com o CAMIM, pois muitas pessoas que passam por aqui são de diferentes estados brasileiros e encontramos sempre pessoas com pendências com a Justiça”, salientou Barcaça. “Flagrar em Botucatu uma pessoa que, supostamente, está vivendo clandestinamente no País, é novidade”, sacramentou Regina.