GCM faz operação para minimizar mendicância nas ruas

Fotos: Valéria Cuter

A Guarda Civil Municipal (GCM) através da equipe liderada pelo inspetor Leite e os agentes Machado, Bozzoni e Castilho, realizaram na madrugada deste sábado (4) uma operação visando retirar das ruas pessoas em situação de risco devido a baixa temperatura. Foram localizadas algumas pessoas em diversos pontos da cidade as quais algumas foram levadas até suas residências e outras conduzidas ao Centro de Atendimento ao Migrante Itinerante e Mendicância (CAMIM), antigo Alberque Noturno Municipal, para pernoitar.

Nessa época se faz necessário esse tipo de ações por parte da Guarda Municipal para evitar ocorrências de mendicância entre outras. Cabe salientar que nos últimos anos em Botucatu não foi registrado nenhum óbito devido a baixas temperaturas.

De acordo com o inspetor Leite, essa operação é desenvolvida sempre que é feita uma denúncia, ou mesmo em operações cotidianas de patrulhamento pelas ruas e praças da cidade onde essas pessoas são abordadas. “Como não portam documentos são encaminhados ao CAMIM onde passam por uma triagem para que se conheça a origem de cada um”, disse Leite. “Não são raros os casos em que nessas operações sejam encontradas pessoas com pendências com a Justiça e estão sendo procurados”, complementou o inspetor da GCM.

O agente Machado revela que existe uma parceria entre a GCM e CAMIM para dar assistência a essas pessoas que vivem nas ruas da Cidade ou aquelas que chegam de outros municípios e estados. “Estas operações estão sendo intensificadas visando o encaminhamento destas pessoas em situação de rua para cadastramento e mapeamento das áreas mais problemáticas da cidade”, explica

A assistente social e diretora do CAMIM, Irani Branco Lourenço, revela que, em média, passam pela entidade 500 pessoas por mês a partir dos 18 anos de idade, sendo que 80% são dependentes de crack ou alcoólatras e de diferentes faixas etárias.

“Com isso, a entidade tem uma faixa etária flutuante que varia de 18 a 59 anos de idade. Essas pessoas vêm de diferentes regiões do País, trazendo os mais variados problemas. Em razão disso, temos uma parceria com a Guarda Municipal que sempre está pronta para nos atender”, emenda Irani Branco.

Enfoca a diretora que muitas dessas pessoas visitam a cidade para serem atendidas no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), pela UNESP, ou mesmo procurando parentes. Outros saem dos seus estados de origem em busca de uma vida melhor em São Paulo e acabam se espalhando pelo interior, chegando até Botucatu. “Como não têm recursos são assistidas por um ou dois dias e depois vão embora, mas várias acabam ficando pelas ruas expostas ao frio e a chuva. Cada pessoa que passa por aqui tem uma história de vida diferente. Por isso, cada caso é tratado isoladamente”, disse.