GCM deteve homem que filmava mulheres na Rua Amando

Fotos: Valéria Cuter

Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), Celso Quinzote e Iwerton, com apoio do policial civil Vitor, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) detiveram na tarde desta quarta-feira (30) um cidadão de 42 anos chamado Cassildo M.O. Ele há vários dias vinha fazendo filmagens de mulheres pela Rua Amando de Barros usando uma câmera digital que trazia escondida em uma sacola preta. Para agir ficava parado em um determinado ponto e quando passava uma mulher de bermuda, saia ou calça de moletom, ele as acompanhava e, disfarçadamente, fazia a filmagem.

Na tarde desta quarta-feira a GCM foi informada de que o tal homem estaria perseguindo mulheres na rua. “Fomos até o local e demos voz de prisão e apreendemos a sacola onde estava a câmera digital, que fazia as imagens. Nós estávamos já há vários dias procurando esse cidadão. Pois recebemos muitas ligações fazendo denúncias”, colocou o agente Quinzote, que esteve na casa do acusado na Rua Antônio Sabino Santa Rosa fazendo uma verificação no seu computador.

Na vistoria feita na memória da câmera digital foi constatado que ele havia feito várias gravações. O acusado admitiu que vem fazendo filmagens de mulheres há cerca de três meses e garantiu que nenhuma filmagem foi colocada na internet. Disse que ia para a Rua Amando e ficava esperando até que uma “mulher bonita” passasse. Então, ligava a câmera e ia atrás.

“Sabe doutor (repórter) sou um evangélico fracassado que abandonou a igreja. Isso (as filmagens) é fraqueza sexual, é doença. Mas nunca encostei-me a uma mulher. Gravo para assistir em casa e me masturbar.
Depois apago a fita e gravo novamente”, disse, sem saber explicar quantas filmagens fez. “Não faço ideia, pois o que está na câmera é da semana passada e desta semana. O resto já foi tudo apagado”, acrescentou.

O acusado foi conduzido ? Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) onde o Boletim de Ocorrência foi confeccionado por determinação da delegada Simone Alves Tuono, que deverá abrir inquérito policial para que o caso seja investigado. Após prestar depoimento, Cassildo foi liberado, mas seu telefone celular e a câmera digital ficaram apreendidos para a perícia.

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