GCM captura assassino de pedreiro do Jardim Cedro

Um trabalho de patrulhamento ostensivo/preventivo desenvolvido pela Guarda Civil Municipal (GCM) com o inspetor Belo e agentes Camargo, Carlos e Amâncio, na manhã deste domingo (8), resultou na captura de Delfino Charles da Silva, de 37 anos de idade. Esse cidadão, na primeira hora deste sábado (7), assassinou com um tiro na cabeça o pedreiro Ronaldo Ferreira de Senna, de 36 anos. O crime aconteceu no quarto de uma residência na Rua João Modesto, nº 340, região do Jardim Cedro.

Desde que o crime foi cometido as forças de segurança da Cidade formada pela Guarda Municipal, Polícia Militar (PM) e Polícia Civil estavam empenhadas na capturar desse cidadão, que ao ser encontrado na manhã deste domingo pela GCM na região do Condomínio Aldeia no Bairro Demétria não reagiu ao ser abordado pelos agentes e confessou a autoria do crime confirmando as denúncias dada por sua ex-mulher.

Delfino Silva foi encaminhado ao Plantão Permanente para ser indiciado em crime de homicídio qualificado, sendo recolhido ? Cadeia Pública de Itatinga. Nos próximos dias deverá ser escoltado até o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira Cesar, para aguardar o seu julgamento.

Vale lembrar que para prevenir ocorrências deste tipo a Secretaria Municipal de Segurança lançou, recentemente, a “Patrulha de Atendimento a Família e ao Idoso” (PAFI) um programa que visa atender e evitar problemas de desentendimento nas famílias onde existem violência doméstica e problemas com entorpecentes e atender os idosos que sofrem violência doméstica evitando acidentes e problemas nas saídas de bancos, além de outras pessoas em situação de vulnerabilidade.

{n}{tam:25px}Relembrando o crime{/n}{/tam}

Relatos de testemunhas destacam que o jardineiro Delfino Charles da Silva, de 36 anos de idade, armado com um revólver invadiu o quintal da casa ao lado do crime onde algumas pessoas estavam se confraternizando com um churrasco e perguntou por sua ex-mulher chamada Daniela. Ao perceber que ela não estava no local, deslocou-se até a casa ao lado onde e mulher morava com seus tios, o pedreiro Ronaldo Ferreira de Senna, de 36 anos e Maria.

Delfino Silva passou a chutar a porta da sala até fazer um buraco por onde entrou na casa. Quando a mulher percebeu que ele estava arrombando a porta da sala se trancou com seus tios e filhos no quarto. Delfino entrou e passou a forçar a porta do quarto tentando entrar. Foi então que ele encostou o revólver (calibre 32) na porta e disparou um tiro que transfixou a madeira compensada e atingiu a cabeça de Ronaldo Senna.

“Eu e meu tio estávamos segurando a porta quando ouvimos o tiro. Meu tio disse: “Cuidado que ele está armado”. Falou e caiu chão. Com isso o Delfino conseguiu entrar e apontou o revólver contra a cabeça do nosso filho. Pulei em cima dele e entramos em luta corporal e rolar pelo chão. Segurei a mão onde estava o revólver, mas ele com a outra mão pegou uma faca que estava na cintura e passou a me golpear. Com nós dois no chão consegui tirar o revólver da mão dele e ele me deu uma mordida na perna e fugiu com a faca”, lembra a mulher que teve vários ferimentos causados pelas facadas e foi medicada no Hospital das Clínicas (HC) de Rubião Júnior.

Segundo Daniela, o motivo do crime foi em razão de Delfino Silva não aceitar a separação e fazia constantes ameaças contra sua vida. A situação teria piorado ainda mais quando ela foi morar na casa dos tios e ele, além da bebida alcoólica, passou a usar drogas (cocaína).

“Fiz Boletim de Ocorrência (BO) contra ele e tinha uma medida protetiva da Justiça para que não se aproximasse de nós, mas não ele não respeitava. Veio aqui para matar a mim e a nossos dois filhos, mas acabou matando o meu tio, que me deu abrigo e não tinha nada a ver com nossa briga. Isso é que me dói mais. O meu maior medo agora é que ele volte para terminar o que veio fazer aqui: matar a mim e a meus filhos”, disse a mulher.

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