Fundação CASA podem deflagrar nova greve

Embora o clima aparente calmaria, os funcionários das 148 unidades da Fundação do Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA) do Estado de São Paulo, antiga Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem), podem paralisar novamente as atividades, entre elas a de Botucatu que tem capacidade para abrigar 56 adolescentes (16 em internação provisória e 40 em internação), com idade entre 12 a 21 anos.

Essa paralisação atingiria apenas 30% do quadro funcional. Isso porque o serviço é diferenciado e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determina que 70% dos funcionários devem manter as unidades em funcionamento para que os serviços essenciais como os de higiene e alimentação sejam mantidos, mas o transporte e atividades extras ficariam suspensas.

“No mês passado os funcionários fizeram uma greve que durou menos de duas semanas e voltaram ao trabalho com expectativa de uma negociação com o governo do Estado. “Até agora esse encontro entre o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação ? Criança, ao Adolescente e ? Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa) com representantes do governo não aconteceu e a permanecer assim, a categoria vai parar outra vez”, disse um funcionário.

Os trabalhadores reivindicam reajuste real de 53,63%, reposição de perdas, isonomia do Plano de Cargos e Salários e, principalmente, aumento da segurança nos locais de trabalho. Já o governo propôs reajuste salarial de 6,17% além de um reposicionamento por ajuste de curva de 2,2%, aumento do vale-refeição para R$ 350,00 por mês e do vale-alimentação para R$ 105,94 mensais, a equiparação do cargo de agente educacional com o de analista técnico, entre outros benefícios.

“Só quem trabalha nessa instituição sabe o perigo que corre todos os dias. Aqui nunca é tranqüilo e é comum adolescentes agredirem verbalmente e moralmente funcionários e educadores. O governo está fechando os olhos para nossa problemas e nossa única arma é a paralisação”, disse o trabalhador, realçando que “a manutenção de um adolescente na unidade é maior do que o salário do servidor”.