Filho arquitetou o assassinato do próprio pai

Uma testemunha que afirmou ter ouvido uma conversa telefônica fez com que a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu se convencesse de que o assassinato do empresário Gilberto Limoni Filho, de 57 anos de idade, foi arquitetado pelo próprio filho Luiz Gustavo Limoni, de 34 anos. O crime aconteceu na manhã desta terça-feira (11) na Rua João Batista Carnietto, região do Jardim Continental.

Limoni transitava com seu veículo Classic, com placas de Botucatu FFF-9519, pela referida via quando uma motocicleta vermelha emparelhou com o carro. O que estava no banco de passageiro da moto, munido de uma espingarda calibre 12 de cano serrado, desferiu um tiro ? queima roupa atingindo o pescoço da vítima que morreu no local. Após o crime a dupla fugiu.

Segundo apurou o trabalho investigativo, Luiz Gustavo teria dado um desfalque financeiro na empresa do pai e contratou duas pessoas já bastante conhecidas nos meios policiais por participação em outros homicídios para fazer a execução. São eles: Paulo Ricardo Tavares de Souza, 25 anos, que conduzia a moto e Cláudio Aparecido Siqueira Júnior, 21 anos, o “Japonês”, que estava no banco traseiro da moto e teria efetuado o disparo que tirou a vida de Limoni. Ambos já estavam sendo investigados por participação em outros homicídios. Paulo Souza, inclusive, tinha mandado de prisão em aberto.

Os dois autores do crime foram presos durante patrulhamento pelo Distrito de Rubião Júnior, pelo sargento Laudo e soldado Luis Alberto, da Policia Militar, com o apoio do sargento Domingos e soldado Sidney e foram encaminhados ? DIG, onde foi detectado que o assassinato havia sido arquitetado pelo filho da vítima. Ainda em Rubião Júnior os policiais fizeram diligencias até a residência de Cláudio Júnior, onde localizaram a motocicleta Honda/CG Titan de cor vermelha, que foi usada pela dupla no homicídio contra Limoni.

“Desde que o crime aconteceu traçamos uma estratégia fazendo o levantamento de dados e confronto de informações até chegarmos aos dois executores e do autor intelectual do crime. Como estávamos convictos da participação dos três, pedimos que fosse expedido o mandado de prisão preventiva por 30 dias, tempo que teremos para concluir o inquérito policial. O juiz Marcus Vinícius Bachiega, expediu o mandado e todos os envolvidos nesse crime hediondo estão presos”, explicou o delegado da DIG, Geraldo Franco Pires.

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Fotos: Valéria Cuter