Falsos funcionários da CPFL lesam mulher na Vila Pinheiro

Um caso de furto está sendo investigado pela equipe especializada da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que está dando um atendimento especial ao caso, assim como fazendo um alerta ? municipalidade, já que os marginais se fizeram passar por funcionários da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e usavam crachás falsos da empresa.

A vítima foi uma mulher de 83 anos de idade, de nome Antônia Carnieto Barriquelo, que mora na Rua Theodomiro Carmelo, região da Vila Pinheiro e o caso foi registrado pelo delegado Marcos Mores, titular do 2º Distrito Policial (DP).

Consta que esses marginais bateram na casa da mulher alegando que eram funcionários da CPFL e teria que fazer uma vistoria no sistema (relógio medidor de consumo). Eles foram autorizados a entrar e passaram a vistoriar o relógio. Minutos depois eles chamaram a mulher alegando que haviam trocado uma peça do relógio que estava queimada, cobrando pelo “serviço” a importância de R$ 150,00. A vítima concordou em pagar e entrou na casa para pegar o dinheiro, saindo poucos minutos depois, mas observou que um dos homens não estava mais no local e só apareceu minutos depois.

Quando foram embora a mulher detectou que a gaveta onde guardava o dinheiro estava aberta e percebeu que havia desaparecido R$ 1.350,00, além dos R$ 150,00 que ela já havia dado aos marginais, totalizando R$ 1.500,00.

Segundo o delegado titular da DIG, Celso Olindo, este tipo de crime é feito por pessoas que se passam por funcionários de empresas para poderem entrar nas casas. Já dentro das residências eles procuram objetos de valor, principalmente dinheiro. Não são raros os casos em que a vítima acaba sendo agredida fisicamente.

“Por isso, a pessoa deve tomar muito cuidado quando alguém bate no portão alegando que vai realizar alguma vistoria em equipamentos ou fazer a medição de consumo, principalmente se estiver sozinha em casa. Nesses casos, deve ligar para empresa e se certificar se, realmente, ela encaminhou funcionários para fazer algum tipo de serviço. Também é necessário observar se os funcionários da leitura estão, devidamente, uniformizados”, orienta Celso Olindo.

O ideal, continua o delegado titular da DIG, seria colocar o relógio de água ou de luz, de forma tal que o medidor não precise entrar na casa para fazer a leitura ou uma vistoria. “Depois que o bandido entra na casa, fará de tudo para concretizar o crime, mesmo que seja necessário o uso de violência física. Se houver desconfiança da pessoa que bate em seu portão, o proprietário deve acionar a polícia”, complementa.