Estatísticas colocam Botucatu com o menor índice de violência

“Estamos muito satisfeitos com essa estatística”. Foi o comentário do comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), de Botucatu, tenente coronel, José Aparecido Godoy Siqueira, sobre a notícia de que a Cidade fechou o ano de 2010 como a menos violenta entre os 75 municípios com mais de 100 mil habitantes do Estado de São Paulo. É o que apontam as Estatísticas da Criminalidade divulgadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, considerando o número de homicídios dolosos (com intenção), por 100 mil habitantes.

A taxa de homicídios no Estado caiu 4,5% em relação ao ano anterior. O recuo foi de 10,96 (2009) para 10,47 (2010). Em Botucatu, com população estimada em 127.370 habitantes (IBGE), os números impressionam. A taxa que já era baixa em 2009 (3,18), quando foram registrados quatro homicídios dolosos, sofreu redução de 50,63% no ano passado, fechando em 1,57.

Em números absolutos, São Paulo teve 4.320 casos de homicídios dolosos em 2010. Botucatu registrou apenas dois casos. O levantamento da Secretaria de Segurança Pública revela que Franco da Rocha, na Grande São Paulo, é o município mais violento do Estado. Com 131.603 moradores, teve em 2010 taxa de 21,28 e deixou o 3º lugar de 2009 (20,25). Foram 28 assassinatos no ano passado.

“A queda nos homicídios dolosos em Botucatu pode ser creditada a constante política de investimento em segurança pública e a atenção que o município tem dado para áreas sociais como saúde, educação, habitação e emprego”, observou o delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto.

O prefeito João Cury Neto destaca que além do combate ? criminalidade e ? violência acontecer de forma eficiente na cidade, integrando as polícias Civil, Militar e a Guarda Civil Municipal, as ações na área de assistência social têm sido fundamentais para garantir a milhares de famílias as condições para melhoria de sua condição de vida.

“É por isso que o foco do nosso governo está nas pessoas. E isso não é apenas discurso. Garantir vagas em creche e escolas, proporcionar aos jovens o acesso a atividades de cultura, lazer e capacitação profissional, para que eles fiquem longe das drogas; criar o ambiente favorável ? geração de emprego para que o pai e a mãe possam manter suas famílias com o suor de seu trabalho, tudo isso contribui para diminuir a tensão social e reduzir os índices de violência”, analisa.

O secretário municipal de Segurança, Adjair de Campos, diz que a redução dos índices de criminalidade comprova que o trabalho integrado entre as polícias e a Guarda Municipal é o caminho adequado para garantir a ordem e a tranqüilidade na cidade.

“A GCM colabora através de patrulhamentos preventivos comunitários e apoiando as ações da polícia. Percorremos cerca de mil quilômetros por dia. No ano passado realizamos mais de 31 mil ações, sendo mais de 25 mil de caráter preventivo. Além disso, desenvolvemos programas como o Patrulha da Paz e o Cidadania e Civismo que contribuem para a cultura da não violência. Estamos no caminho certo”, avalia o secretário.

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Outro dado a ser comemorado é que Botucatu figurou em 2010 entre os 42 municípios brasileiros, com mais de 100 mil habitantes, que possui baixo índice de vulnerabilidade ? violência, segundo o relatório “Projeto juventude e prevenção da violência”, organizado pelo Ministério da Justiça e a ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O município registra índice de vulnerabilidade juvenil ? violência de 0,3. Destaque para o índice de mortalidade por homicídios, que é de apenas 0,174. A metodologia também levou em conta a frequência escolar, a situação de emprego, pobreza e desigualdade nos municípios.

O comandante da GCM, Paulo Renato da Silva, destaca a efetiva presença da Patrulha Escolar em quase 100% das unidades educacionais, inclusive com projetos que estimulam a cidadania. Destaca que este baixo índice de vulnerabilidade ? violência, especialmente entre os jovens de Botucatu, mostra que fazemos um bom trabalho de prevenção.

“Com o Patrulha da Paz e o Cidadania e Civismo, por exemplo, levamos palestras educativas ? s crianças. Avaliamos que é essencial ter essa proximidade com os jovens e estimulá-los desde cedo a praticar boas atitudes. Ao mesmo tempo estamos mais presentes nas ruas. A confiança da comunidade foi conquistada com serviço de qualidade. Por isso temos que manter esse padrão de atendimento para que os níveis de violência continuem baixos”, argumenta.

Silva destaca que em 2010 a corporação recebeu investimentos importantes para sua reestruturação. “Mudamos a cara da Guarda, que hoje é muito mais preparada para atender da melhor maneira a população. Investir em segurança pública é uma necessidade. Mas não podemos esquecer que temos incentivado projetos importantes em outras áreas. Entre a educação, esporte e assistência social, por exemplo, conseguimos”, ratifica.