Espaço físico da cadeia poderá abrigar delegacias especializadas

Foto: Valéria Cuter

Se depender do diretor da Delegacia Seccional de Polícia de Botucatu, delegado Antônio Soares da Costa Neto, que comanda 11 municípios da região, o espaço físico onde funcionou a Cadeia de Botucatu, por 50 anos, poderá ser totalmente reformado para abrigar duas delegacias especializadas da Polícia Civil: Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE).

Depois do encerramento do processo de desativação da cadeia local, muitas especulações e sugestões estão sendo cogitadas para fazer melhor uso do prédio que fica numa área nobre do Bairro Alto. Acredita Soares Neto que esse prédio que pertence ao governo do Estado continuará sendo usado pela Polícia Civil e com algumas reformas abrigaria a DIG e DISE. Lembra que atrás do prédio da cadeia desativada existe um espaço onde já está acertada a construção do Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC).

“Então, num mesmo local poderíamos ter a DISE, DIG, IML, IC, que se agregariam ao Plantão Permanente, Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) e sede da Delegacia Seccional. As delegacias especializadas estão funcionando em prédios alugados instalados em dois extremos da Cidade. Pensando em custo/benefício ? vinda da DISE e DIG para o Bairro Alto seria um investimento que geraria economia futura”, coloca o seccional.

Independente do destino que será dado a esse prédio, o seccional garante que cadeia não será mais e volta a falar da construção de um Centro de Detenção Provisória (CDP) em um terreno doado ao estado no Distrito do Lobo, Município de Itatinga com capacidade para alojar até 700 presos e atender a demanda de toda região. Entretanto, o processo ainda não saiu da fase licitatória e não há previsão de quando as obras serão iniciadas.

“Por mais impopular que um CDP seja, ele é necessário para a região. A polícia não pode parar de prender e os presos têm que ter um local para aguardar o julgamento. E também não podemos ficar na dependência de mandar nossos presos para Cerqueira Cesar. Podemos dizer que o CDP é um mal necessário e um problema que tem que ser enfrentado por toda sociedade”, finalizou Soares Neto.