Empresários da noite são presos acusados de tráfico

Na tarde desta sexta-feira um trabalho conjunto realizado pela Polícia Militar e Polícia Civil, terminou na prisão de Silvio Domingues, 42 e Primo Antônio Machado, 36, conhecidos empresários da noite botucatuense e que eram sócios da boate “Garage”, uma casa noturna, que fica na Avenida Dante Delmanto. Além dos empresários foi preso na mesma operação, Benedito Alves, 41, empregado da casa noturna.

Segundo os policiais os dois empresários já estavam sendo vigiados em razão de suspeita de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Os policiais tinham informações de que eles estariam com droga e a polícia abordou o carro onde os dois estavam, mas não foi encontrada droga e sim vários cheques de diferentes valores. Ele foram detidos e os policiais retornaram até a boate.

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“Quando chegamos ? boate percebemos que o funcionário da Casa (Alves) jogou um pacote no lixo e fugiu correndo. Nós fizemos a perseguição e conseguimos prendê-lo. No pacote que ele dispensou havia mais de um quilo de maconha prensada, em formato de tijolo. Com os donos da boate apreendemos cerca de R$ 600 mil em cheques, que agora serão periciados”, lembra o cabo Ronaldo, que participou da operação, juntamente com o tenente Freitas e o soldado Luiz Alberto.

Na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), o delegado Carlos Antônio Improta Julião Filho elaborou o Boletim de Ocorrência e indiciou os três acusados em crimes de associação ao tráfico e tráfico de entorpecentes, determinando o recolhimento dos envolvidos ? Cadeia Pública local.

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“Não temos dúvidas quanto ao envolvimento dos proprietários da boate no tráfico de entorpecentes e há muito tempo eles vinham sendo monitorados. Por isso determinamos a prisão dos três. Eles são espertos, vão continuar negando que a droga não pertence a eles. Temos indícios que nos dão subsídios para pedir e prisão dos três. Estamos fazendo a nossa parte e agora eles serão processados e responderão pelo crime de tráfico e se forem condenados poderão pegar uma pena que varia de cinco a 15 anos de reclusão”, explicou o delegado da DISE.

Os empresários que foram assistidos pelo advogado Marcio Aurélio Capelli Zanin, aceitaram falar com a reportagem do {n}Acontece{/n} e negaram que tenham envolvimento com o tráfico. Garantem que o flagrante foi forjado pela Polícia Militar. “Tenho problemas pessoais com alguns policiais que querem me prejudicar a todo custo e agora parece que eles conseguiram me envolver nesse crime, mas tenho a certeza de que será provado que não tenho nada com isso”, defendeu-se Domingues.

“O que eu posso dizer é que essa droga que foi apreendida não é minha, pois eu não sou traficante. Não preciso vender droga para viver. Acontece que tem gente que está querendo nos prejudicar e acaba fazendo isso. Nós vamos provar que tudo isso que está sendo feito tem a finalidade de nos prejudicar. Armaram essa cilada pra gente”, frisou Primo Machado.

O funcionário Benedito Alves que foi apontado pela polícia como a pessoa que jogou o tijolo de maconha prensada no lixo, também se defende, alegando inocência. “A polícia entrou aqui e mostrou o pacote dizendo que eu tinha jogado. Não sei de onde isso (a droga) veio. Minha é que não é. Agora vamos ver como vai ficar essa história”, frisou.

Fotos: Valério A. Moretto