Duplo assassinato em Botucatu repercute no Brasil

Foto: Valéria Cuter

 

O duplo assassinato cometido no domingo passado pelo empresário de Botucatu, João Alberto Mathias, de 62 anos de idade, em frente a igreja matriz, numa festa no Bairro Guarantã repercutiu a nível nacional durante a semana. Várias emissoras de televisão, rádios, assim como jornais e site de diferentes regiões do Brasil deram cobertura ao fato.  As vítimas foram Sueli Pereira, de 38 anos (ex-namorada do empresário) e Ademir Matias, de 29 (atual namorado da mulher). 

Na ocasião dos fatos, de acordo com testemunhas que presenciaram o crime, João Mathias chegou ao local da festa e visualizou Sueli dançando abraçada com Ademir. Irritado usou um revólver calibre 38 para disparar um tiro contra a cabeça do desafeto que caiu de bruços. A mulher tentou fugir e Mathias disparou três tiros contra ela, sendo que dois acertaram as costas e o pescoço. Um terceiro disparo atingiu o pára-brisa de um carro estacionado.

Na sequência Mathias voltou-se para o homem caído e disparou mais um tiro contra sua cabeça à queima-roupa.  A mulher ainda foi socorrida com vida por uma enfermeira que estava na festa, mas morreu ao dar entrada no Hospital das Clínicas, da Unesp, de Rubião Júnior.

Mathias retornou à Botucatu e o sair da SP-300 Rodovia Marechal Rondon e adentrar pela Domingos Sartori, foi surpreendido pela Guarda Municipal que, juntamente, com viaturas da Policia Militar fizeram a perseguição por várias ruas da cidade que só terminou no início da Rua João Morato da Conceição, na Vila Maria, quando ele bateu o carro contra um estabelecimento comercial.

Mathias revelou que namorava Sueli há 12 anos e teria descoberto que ela o traia há dois anos. “Perdi a cabeça quando fiquei sabendo (da traição). Dei tudo pra ela e não merecia isso”.  Depois de prestar depoimento ao delegado Geraldo Franco Pires, o empresário que já cumpriu pena por crime de descaminho (contrabando) foi escoltado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira Cesar. Futuramente, será julgado por um júri popular no Fórum de Botucatu.