DISE faz apreensão de mais de 30 quilos de maconha

Fotos: Valéria Cuter

Foram 30,703 kg de maconha prensada, dividida em 20 “tijolos” (de, aproximadamente, 1,535 kg cada), suficientes para fazer, aproximadamente, 30 mil “parangas” , para venda aos usuários. Foi este o resultado da operação deflagrada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), na tarde desta quarta-feira (18), na Rua Mirabel Camargo Pacheco, região da Vila Cidade Jardim, no conjunto de prédios (predinhos) do CDHU.

Foi preso nesta operação Anderson Santos Pinheiro, de 35 anos de idade, que já estava sendo investigado pela polícia, que tinha conhecimento de que ele traria droga para Botucatu. Ele chegou a Botucatu de ônibus e tomou um táxi para se deslocar até a Vila Jardim e minutos após descer do automóvel a polícia deu voz de prisão. Ele trazia a droga acondicionada em uma grande mala de viagem de lona e não teve nenhuma possibilidade de fuga.

“Nós tínhamos a informação de que ele estava trazendo droga para Botucatu e esta não seria a primeira vez. Montamos a operação e conseguimos realizar o flagrante”, ressaltou o delegado Paulo Buchignani que esteve no comando das investigações, juntamente com os policiais Pelares, Marcelo e Bassetto.

De acordo com delegado, Pinheiro não revelou para quem a droga seria entregue. “Isso (do indiciado não falar da origem da droga) é comum, mas nós já temos o principal suspeito de quem seria o dono da dessa droga que seria guardada num dos apartamentos do CDHU, por um “laranja” (que trabalha para o traficante) para, oportunamente, ser vendida em pontos de tráfico.Felizmente, fizemos a interceptação desse rapaz que era usado como “mula” (transportador da droga) e apreendemos a droga, mas as investigações prosseguem”, destacou Buchignani.

Já Anderson Pinheiro alegou que por ter uma dívida com traficantes de São Paulo, aceitou trazer a droga para Botucatu. “Fiz isso porque sou dependente químico e estou devendo para o tráfico. Essa viagem seria para pagar a dívida e eles (traficantes) me forçaram a fazer esta viagem. Chegaram a fazer ameaças contra minha família”, salientou o rapaz, alegando que mora em Itaquera e pegou a droga na região da Barra Funda, em São Paulo e todos os contatos foram feitos por telefone.

“Quando cheguei em Botucatu liguei da Rodoviária para um número que me foi dado em São Paulo e a pessoa que atendeu disse que me esperaria nas proximidades dos predinhos do CDHU e me orientou a pegar um táxi. Fiz isso e quando cheguei ao local, minha surpresa foi grande ao ver a polícia me dando voz de prisão. Agora já era”, lamentou Pinheiro.

O indiciado foi conduzido ? delegacia especializada, sendo assistido pela advogada Silvana Pradela Carli e depois de prestar depoimento foi enquadrado em flagrante de tráfico de entorpecentes e recolhido ? Cadeia Pública local.