DISE de Botucatu apreende mais 3 quilos de cocaína e crack; prejuízo ao tráfico chega a R$ 100 mil

“A droga renderia mais de 10 mil papelotes de entorpecentes”. A declaração é do delegado da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, a DISE de Botucatu, Dr. Paulo Buchignani, que comanda a equipe que realizou um flagrante de tráfico na manhã desta sexta-feira, 20. Kleber Antônio Rodrigues foi preso quando saiu da casa onde mora, na rua Antônio Pedroso Pinto, no Jardim Ciranda. Ao fazer a vistoria no imóvel, os policiais encontraram 1,7 quilo de cocaína e 1,3 quilo de crack.

Foram apreendidos também R$ 3.100,00 em dinheiro, dois rádios comunicadores usados para monitorar a frequência da polícia, um caderno com anotações, dois celulares, balanças de precisão e uma câmera de monitoramento que fazia a vigilância do imóvel onde a droga ficava guardada.

“Além da droga encontramos uma caderneta de anotações que comprova que o indiciado fazia a distribuição de drogas em vários pontos da cidade e da região, fato este já apontado pelas nossas investigações, que duraram 3 meses. Para quem não vive no meio policial, pode até achar que 3 quilos é pouco, mas isso representa um prejuízo para o tráfico de mais de R$ 100 mil. Agora, o Dr. Mauro vai continuar o inquérito policial para tentar incriminar outros membros dessa quadrilha, que é grande e articulada”, disse Buchignani ao Acontece Botucatu.

O delegado lembrou ainda um fato interessante. O suspeito trabalha como mecânico em uma oficina e ganha por mês, R$ 900,00. Para ser o guardião do entorpecente, ele recebe dos criminosos R$ 250,00 POR DIA. “Como vamos combater essa situação, é praticamente impossível, já que os traficantes recrutam pessoas que ganham baixos salários, que numa primeira análise não levantam suspeitas, por terem carteira assinada, e os seduzem com quantias altíssimas. Nesse caso ele ganhava R$ 7500,00 por mês do mundo das drogas”, completou. Mas fica a pergunta: Valeu a pena?

O indiciado foi levado à cadeia de Itatinga e será encaminhado a um CDP da região, onde ficará à disposição da Justiça. Além do delegado, trabalharam na operação os investigadores Valmir, Rossi, João, Basseto, Alexandre, Marcos e o escrivão Bruno.