DISE apreende mais de mil gramas de cocaína em pó

O quilo de cocaína em pó (mil gramas) apreendido pela equipe da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecente (DISE) depois de “batizada”, com a adição de outros produtos como amido de milho, farinha de trigo, pó de mármore, sal entre outros, triplicaria o peso e daria para confeccionar três mil porções para venda direta a usuários, rendendo algo em torno de R$ 30 mil aos traficantes.

A operação da Polícia Civil se deu no início da tarde deste domingo (5) no Posto Rodo Star, que está instalado no km 190 da SP-280, Rodovia Presidente Castello Branco e contou com a participação do delegado Paulo Buchignani, investigadores Rossi e Bassetto e o escrivão Márcio.

Os policiais obtiveram informações de que uma mulher de nome Shirley Arruda de Carvalho, de 41 anos de idade, estaria trazendo certa quantidade de droga de São Paulo com destino a cidade de Bauru. Quando o ônibus estacionou no posto de conveniência, os policiais realizaram a vistoria e localizaram a mulher, que não teve como negar o crime, uma vez que o pacote contendo um quilo de cocaína estava em sua bolsa.

Apurou a polícia que esta mulher é uma “mula profissional” do tráfico de entorpecentes, ou seja, frequentemente, solicitada para transportar droga pela malha rodoviária, passando por uma passageira comum. Para cada “carga” trazida de São Paulo ela recebia R$ 400,00.

“Tínhamos informações de que ela estava vindo de São Paulo, via ônibus, fazendo o transporte da droga e quando o veículo parou nós a abordamos e demos o flagrante”, lembra Paulo Buchignani. “Agora as investigações prosseguem para descobrirmos para quem essa droga seria entregue”, complementou.

A mulher alegou que entregaria a droga em Bauru e teria recebido o recado de que uma pessoa iria procurá-la, assim de descesse do ônibus no Terminal Rodoviária daquela cidade. Não soube dizer quem a teria contratado para buscar a droga em São Paulo.

Depois de ser indiciada em crime de tráfico de entorpecentes, Shirley foi recolhida ao presídio feminino de Itatinga, onde permanece ? disposição da Justiça. Se condenada poderá pegar uma pena que varia de 05 a 15 anos de reclusão.

{n}Fotos: Quico Cuter