DISE apreende cocaína e dois Magnum 357 de grosso calibre

Dois revólveres Magnum calibre 357 com o cano serrado para diminuir o impacto (soco) do tiro de seis polegadas e municiados, 100 gramas de pasta de cocaína pura, 14 papelotes de cocaína embaladas (13 gramas), um notebook, uma balança digital de precisão, dezenas de saquinhos usados para embalagem da droga, além de R$ 1.942,00 em dinheiro.

Foi este o saldo da operação deflagrada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) na tarde desta quinta-feira (20) na Rua Amaro José de Lima, região do Bairro Alto. Nesse local em um quarto anexo ? casa principal foi preso um cidadão que, segundo a polícia, é proprietário de todos esses produtos: Claudimar Aparecido Coelho, de 37 anos de idade, já bastante conhecido nos meios policiais, por ser de alta periculosidade.

Através de um trabalho investigativo, os policiais colheram dados de que esse cidadão estaria praticando o tráfico naquela região da cidade. Munidos de um mandado busca e apreensão expedido pelo juiz titular da 1ª vara da Comarca, Josias Martins Filho, os policiais invadiram a casa. Claudimar estava dormindo em seu quarto e foi acordado pelos investigadores sendo alertado que havia um mandado de busca contra ele.

Os policiais, então, fizeram uma vistoria minuciosa no quarto e encontram os produtos descritos e deram voz de prisão ao indiciado que foi conduzido ? delegacia especializada onde prestou depoimento e foi autuado em flagrante em crime de tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma. Posteriormente, foi recolhido ? Cadeia Pública da cidade. Assistido pelos advogados criminalistas Everaldo Cecílio e Vitor Carlos de Leo, Claudimar não quis dar declarações.

A operação foi comandada pelo delegado adjunto da DISE, Paulo Buchignani. “Ele já estava sendo vigiado há algum tempo e nós esperávamos encontrar maior quantidade de droga naquela casa, pois temos informações de que ele abastece aquela região da cidade. Mas, a operação foi um sucesso e tiramos mais um traficante da cidade de circulação”, colocou Paulo Buchignani.

“O que nos causou surpresa foram os revólveres e grosso calibre que mantinha com ele no quarto onde foi preso. As armas não estavam com a numeração adulterada e por isso vão passar por uma perícia para descobrir a origem”, acrescentou o delegado Buchignani.

Fotos: Macaru