DISE apreende 1,4 tonelada de maconha em mega operação

Fotos: Danilo Ramos

 

Uma mega operação muito bem desenvolvida por toda equipe da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Botucatu, comandada pelo delegado Paulo Buchignani, que  teve início por volta das 3 horas da madrugada desta terça-feira em  Campo Grande, em Mato Grosso e só foi concluída às 19h45 já na região de Botucatu, culminou com a apreensão de 1,4 tonelada de maconha, dividida em dezenas de “tijolos” prensados.

A maconha estava acondicionada na parte traseira de um caminhão baú frigorífico, placas de Campo Grande,  com um carregamento de 15 toneladas de carne bovina que seria descarregada em São Paulo. Esse veículo de carga, estava sendo conduzido por Cássio Rodrigo de Oliveira,  de 25 anos, acompanhado de sua namorada que, segundo ele, não sabia que a droga estava sendo transportada.

De acordo com Buchignani, esse rapaz já era investigado pelo setor de inteligência da delegacia especializada há quatro meses. “Com a investigação tomamos conhecimento de que o caminhão estaria transportando mais de 700 quilos de maconha saindo de Campo Grande, tendo São Paulo como destino, vindo pela (SP-280) Rodovia Presidente Castello Branco. Localizamos esse caminhão e passamos a fazer o acompanhamento mantendo uma distância segura para não despertar suspeitas. No km 217, no trevo de Itatinga, fizemos a interceptação do veículo e localizamos a droga no baú junto com o carregamento de carne”, conta Buchignani.

De acordo com o delegado, Cássio Rodrigo faz parte de uma conexão de tráfico interestadual que leva drogas para diferentes regiões, saindo do Mato Grosso para São Paulo e Rio de Janeiro. “Ele faz parte de um grupo muito bem organizado e sabíamos que já havia transportado grande quantidade de drogas para Botucatu e tínhamos a convicção de que a prisão era uma questão de tempo. A estratégia que montamos deu certo graças ao empenho e abnegação de cada um dos policiais da DISE e apoio do nosso delegado seccional  Dr.  Antônio (Soares da Costa Neto)”, coloca Buchignani.

Na delegacia, Cássio falou à reportagem do Acontece que já esteve em Botucatu por duas vezes trazendo carregamento de maconha que somados chegam a 800 quilos. Desta vez ia levar uma carga de carne para São Paulo para a empresa onde trabalha (que não tem nada a ver com a droga), mas foi contratado (não disse por quem) para deixar essa droga na região de  Sorocaba. Segundo ele,  havia 1,4 toneladas de maconha no caminhão.

“Eles iam me parar nas imediações da cidade para que eu levasse a carga a um local seguro e descarregasse a “mercadoria”. Acho que tinha gente (da quadrilha) me acompanhando, não sei. Depois ia continuar a viagem para São Paulo, levar a carne e cumprir minha obrigação para a empresa onde trabalho”, revela o indiciado. “Para fazer esse transporte eu ia receber R$ 70 mil”, garante.

Ele acabou reconhecendo o bom trabalho desenvolvido pelos policiais da DISE. “Eles foram muito astutos e não percebi que estava sendo seguido. Fiquei sem ação quando me abordaram. Não deu pra fazer nada. A gente pensa que nunca vai ser descoberto, porque nessa rodovia passam milhares de caminhões, iguais ao que eu estava, todos os dias. Eles me pegaram? Mérito pra eles! Agora só me resta pagar o que devo”, concluiu Cássio.