DISE alerta sobre drogas mais potentes que cocaína

Fotos: Luiz Fernando

 

O delegado titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Botucatu Carlos Antônio Importa Júlio Filho (foto), juntamente com outros delegados de São Paulo participou de um curso teórico e prático preventivo sobre o avanço das drogas sintéticas (feitas em laboratórios) que estão chegando ao Brasil. Curso foi ministrado por especialistas da  Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados  Unidos.

Julião Filho foi designado para este curso pelo delegado seccional de Polícia, Antônio Soares da Costa Neto, a convite do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo da 7ª Região – Deinter -7, comandado pelo delegado Júlio Gustavo Vieira Guebert,  já que existe preocupação sobre o crescimento desse tipo de droga cujos principais componentes ativos não são encontrados na natureza como a maconha, crack, cocaína, ópio, haxixe, entre outras.

“Antes os Estados Unidos importavam de países latinos drogas como cocaína, maconha e crack, mas agora está exportando drogas fabricadas em laboratório com efeitos mais devastadores do que o próprio crack.  Esses entorpecentes já chegaram às grandes capitais brasileiras e a possibilidade que cheguem a cidades interioranas é muito grande. Por isso estamos nos antecipando e orientando nossos agentes, assim como a população”, disse Improta Filho.

O uso de forma prolongado dessas drogas entre outras coisas causa a morte de células cerebrais, parada cardíaca, agressividade, falta de apetite, insônia, paranóias, manifestações psicóticas, arritmias cardíacas, anorexia,  obstipação, diminuição da função sexual, alterações na libido, disfunção erétil, fraqueza, tonturas, infecções no trato urinário, xerostomia e, em alguns casos, suicídio.

Entre as drogas sintéticas de alto poder de destruição o delegado cita a PCP, classificada como uma droga psicodélica anestésica feita à base de éter, látio (extraído de baterias) e fósforo vermelho, um pó branco e cristalino que se dissolve facilmente em água e álcool e que também pode ser colocado em cigarro e fumado.

Outra droga sintética é conhecida como Molly, uma droga em pó mais forte do que o ecstasy desenvolvida como um medicamento para tratar a depressão, com adição de substâncias químicas criadas em laboratório, assim como cafeína, anfetamina, efedrina, cetamina, LSD, talco e aspirina.  É misturada na bebida.

Já a droga Cristal ou Ice à base de metanfetamina tem a aparência de um cristal possui o efeito devastador sobre o corpo chegando a ser 10 vezes mais potente que a cocaína. De acordo com especialistas, esta é a droga mais perigosa que existe atualmente e pode ser consumida de várias formas: fumada como o crack, cheirada como a cocaína, injetada ou ingerida como cápsulas (colocada dentro da bebida). Nos Estados Unidos a droga é tratada como uma epidemia.