DIG usa tecnologia e cruzamento de dados para esclarecer crime

Ajuda via internet e cruzamento de dados entre policiais de várias cidades. Foi assim que os investigadores Marcos e Vitor, do Serviço de Inteligência, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), conseguiram elucidar a um furto qualificado cometido por uma quadrilha organizada contra a Ótica Santa Luzia, instalada na região central de Botucatu, no último dia 20 de março, por volta das 20 horas.

Para esclarecer o crime os investigadores passaram um dia inteiro desta semana na cidade de Cordeirópolis, onde estavam os produtos de furto depois de uma troca de informações e cruzamento de dados, entres as cidades de Botucatu, Araras, Campinas e Cordeirópolis. A chave para esclarecer o crime foi um veículo celta de cor branca, que teria sido usado para transportar os bandidos e os objetos furtados.

Tudo começou quando policias de Campinas localizaram em um apartamento da cidade, uma grande quantidade de óculos (comuns e de sol), muitos deles ainda com etiquetas de preços, em poder de duas pessoas que disseram que pertenciam a lojas nas cidades de Araras e Cordeirópolis. Além dos óculos foi apreendido um veículo Celta branco.

Os objetos foram levados para Cordeirópolis e os investigadores de Botucatu tomaram conhecimento dessa apreensão. Como eles também estavam procurando um Celta branco que teria dado cobertura ao crime contra ótica de Botucatu foi feito contato com Cordeirópolis e os policiais da DIG, acompanhados do proprietário da loja furtada se deslocaram até aquela cidade.

Lá chegando, o empresário de Botucatu constatou que grande parte dos produtos (óculos) era de sua loja e provou o que dizia mostrando as etiquetas que são confeccionadas pelos seus funcionários. Com isso, ele recuperou cerca de 70% de tudo que foi levado de sua loja. Os produtos que estavam sem as etiquetas foram deixados em Cordeirópolis.

“Acreditamos que outros crimes de furto tenham sido cometidos por esta quadrilha em outras cidades do estado e que agora poderão ser desvendados, pois hoje, a maioria das lojas especializadas contam com câmaras de vídeo para sua proteção e a chave de tudo foi as imagens feitas do Celta branco. Foi através das imagens dele que conseguimos esclarecer o crime em Botucatu”, comemorou o investigador Marcos.