DIG próxima de esclarecer assassinato no Jardim Paraíso

Os policiais especializados da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) estão na eminência de esclarecer o assassinato ocorrido em uma casa desabitada na Rua José Barbosa de Barros nº 876, região do Jardim Paraíso, próximo ao portão de entrada da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, na Fazenda Lageado. O corpo do homem, brutalmente, assassinado com sinais de tortura, já em estado de decomposição foi encontrado na noite desta terça-feira (10), pela Guarda Civil Municipal (GCM) com o inspetor Paes e agente Júlio que foram acionados para comparecer ao local.

“Desde que fomos comunicados do crime passamos a levantar alguns dados passados por populares e acreditamos que o esclarecimento deve acontecer nas próximas horas. Temos o nome do principal suspeito, mas vamos manter em sigilo para que o trabalho investigativo não seja comprometido”, colocou o policial Marcos Franco. “Também temos o primeiro nome quem seria dessa pessoa que foi encontrada em decomposição, mas ela ainda não está 100% identificada”, acrescentou o policial da DIG.

A pedido da Delegacia Especializada o nome dos suspeitos (tanto o que morreu como o que, supostamente, matou) não serão divulgados até que haja a confirmação dos fatos. “Entendemos não ser prudente divulgar nomes, já que existem fortes indícios, mas não a certeza. Nas próximas horas poderemos ter novidades”, concluiu Franco.

{n}{tam:25px}Relembrando o caso{/n}{/tam}

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Esse cidadão foi encontrado pela GCM na sala dessa casa desabitada, caído, de bruços com os pés e mãos amarrados, calça ligeiramente arriada e com um saco plástico preto enfiado na cabeça. Tinha uma blusa cobrindo seus olhos e uma corda no pescoço indicando ter sido enforcado e ferimentos na cabeça. O corpo foi descoberto em razão do forte mau cheiro que exalava da casa, chegando ? s residências vizinhas.

“Quando aportamos na casa e nos deparamos com o corpo na sala todo amarrado e amordaçado, não tivemos dúvidas de que se tratava de um assassinato e nossa primeira atitude foi preservar o local e acionar a Polícia Civil. O homem estava sem documentos e ao seu lado havia um par de botinas, um par de chinelos e uma marmita plástica. Nas suas costas tinha uma mochila e foi com a corda desta que suas mãos foram amarradas”, revelou o inspetor Paes.

Na sequencia chegou para dar apoio a viatura da Polícia Militar com os policiais Vocci, Carvalho e Alex, assim como a Polícia Técnica Científica e o delegado plantonista Geraldo Pereira de Barros que foi o responsável pela confecção do Boletim de Ocorrência (BO). Após conclusão do trabalho pericial, o corpo do homem foi recolhido pela Funerária Prever e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a necropsia que irá revelar os reais motivos da morte.

Pela maneira que o cadáver foi encontrado a hipótese mais provável é que o assassinato tenha sido cometido por duas ou mais pessoas. “Acreditamos que uma pessoa sozinha teria muita dificuldade para amarrar o corpo dessa forma, mas isso só será esclarecido com a investigação”, colocou o policial militar Vocci.

Fotos: Valéria Cuter