DIG prende membro de quadrilha que agia na região

Realizando um trabalho no estado de Goiás, os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) efetuaram a prisão de um cidadão chamado Marcelino Ávila da Silva, que faz parte de uma quadrilha especializada em roubos em propriedades rurais (fazendas e sítios) de máquinas pesadas usadas para serviços como terraplanagem (pás-carregadeiras e retro-escavadeiras), que agia em diferentes cidades do interior de São Paulo e comercializava as máquinas em outros estados, como Goiás e Maranhão.

O trabalho investigativo vem sendo executado pelo delegado Geraldo Franco Pires com os investigadores, Marcos, Pecorari e Eliandro, que entre os meses de fevereiro a junho já haviam prendido seis integrantes do bando. São eles: Marcelo Ávila da Silva, Getúlio Rosa Castro, Daniel Vinícius Andrade, José Alves da Silva, Márcio Aparecido Bueno e Antônio Álvaro Ribeiro Garcia.

Com a prisão de Marcelino Ávila da Silva, ficaram faltando apenas dois integrantes do núcleo central da quadrilha para serem presos: Marcos Aparecido Rossi (considerado o chefe) e uma mulher chamada Adriana dos Santos. Ambos estão com a prisão decretada

A investigação teve início em janeiro deste ano, quando quatro componentes da quadrilha, fortemente armados com pistolas, invadiram o Sítio Primavera, que fica no km 233, da Rodovia SP-147, zona rural da cidade de Anhembi e levaram duas máquinas pesadas, pertencentes ? empresa Transfeltrin Transporte e Comércio Ltda, após renderem o caseiro e outras pessoas que estavam na casa.

Os marginais permaneceram várias horas na fazenda mantendo diversos reféns e só deixaram o local no início da madrugada do dia seguinte ao roubo. Na ocasião, embora apenas quatro marginais tenham sido visualizados pelas vítimas, outros comparsas participaram do crime e levaram as máquinas em caminhões, enquanto os reféns eram mantidos sob vigilância.

Desde então, um minucioso trabalho vem sendo executado pelos policiais com escutas telefônicas e viagens para diferentes cidades onde a quadrilha teria agido. Nesse tempo, os policiais detectaram que pelo menos oito máquinas haviam sido roubadas em cinco cidades diferentes: Jundiaí (2), São Pedro (2), Anhembi (2), Bofete e Iracemápolis.

“Eles roubavam as máquinas, colocavam em caminhões, adulteravam o chassi e usando notas frias atravessavam o Estado. Roubavam por encomenda e vendiam cada máquina pela metade do preço de mercado. Fizemos um trabalho sigiloso para não despertar suspeitas e conseguimos esclarecer por completo vários crimes de roubos e identificar todos os membros do núcleo central da quadrilha. Já prendemos sete, mas outros dois estão identificados. Outras pessoas também estão envolvidas nos crimes atuando como receptadoras das máquinas roubadas”, explicou o delegado, Geraldo Franco Pires.

O delegado da DIG revela que foi um trabalho minucioso para chegar até os assaltantes usando a tecnologia com escutas telefônicas. “Fomos fechando o cerco e agimos na hora certa. Agora o trabalho continua até que todos os membros da quadrilha estejam presos”, frisou Pires. “O mais importante é que os roubos foram elucidados e as máquinas, estimadas em R$ 2,5 milhões, foram recuperadas”, complementou.

O mais recente assaltante preso e que foi apresentado na manhã desta sexta-feira (16), afirmou que não faz parte da quadrilha e seu envolvimento foi comprar um trator e uma retro-escavadeira, pagando pelas máquinas a importância de R$ 90 mil. “Comprei (as máquinas) para revender, mas não sabia que tinham problemas e vou ter que provar isso agora. É só isso que tenho pra dizer”, vociferou Ávila Silva. Porém, essa versão é descartada pelo delegado que coloca o acusado como uma das cabeças pensantes da quadrilha.

Fotos: Valéria Cuter

{n}{tam:25px} Operação em Goiás{/n}{/tam}

{bimg:28100:alt=interna:bimg}