DIG prende chefe de quadrilha de roubos de máquinas agrícolas

Fotos: Valéria Cuter

A Polícia Civil de Botucatu, por intermédio de um trabalho realizado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), localizou na manhã desta terça-feira (27) um cidadão chamado Márcio Aparecido Rossi, de 37 anos de idade, apontado como o chefe de uma quadrilha especializada em roubos de máquinas agrícolas usadas para serviços como terraplanagem (pás-carregadeiras e retro-escavadeiras), que agia em diferentes cidades do Estado de São Paulo e comercializava as máquinas em outros estados, como Goiás, Tocantins e Maranhão.

Todos os demais componentes da quadrilha já haviam sido presos, depois da investigação executada pelo delegado Geraldo Franco Pires com os policiais Marcos Franco, Pecorari e Eliandro, sob o comando do delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto.

Recentemente, o Serviço de Inteligência da DIG detectou que o chefe da quadrilha após ficar refugiado por vários meses em Goiás, havia sido preso em Limeira pela Guarda Civil Municipal quando lavava seu carro na Rua Edvanir Gazetta, no Bairro Santa Amália. Os policiais de Botucatu se deslocaram para aquela cidade e efetuaram a transferência de Rossi.

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A investigação teve início dia 21 de janeiro deste ano, quando quatro componentes da quadrilha, fortemente armados com pistolas, invadiram o Sítio Primavera, que fica no km 233, da Rodovia SP-147, zona rural da cidade de Anhembi e levaram duas máquinas pesadas, pertencentes ? empresa Transfeltrin Transporte e Comércio Ltda, após renderem o caseiro e outras pessoas que estavam na casa.

Os marginais permaneceram várias horas na fazenda mantendo vários reféns e só deixaram o local no início da madrugada do dia seguinte. Na ocasião, embora apenas quatro marginais tenham sidos visualizados pelas vítimas, outros comparsas participaram do crime e levaram as máquinas em caminhões, enquanto os reféns eram mantidos sob vigilância.

Desde então um minucioso trabalho foi executado pelos policiais com escutas telefônicas e viagens para diferentes cidades onde a quadrilha teria agido. Nesse tempo, os policiais detectaram que pelo menos oito máquinas haviam sido roubadas em cinco cidades diferentes de São Paulo: Jundiaí (2), São Pedro (2), Anhembi (2), Bofete e Iracemápolis.

“Eles roubavam as máquinas, colocavam em caminhões, adulteravam o chassi e usando notas frias atravessavam o Estado. Roubavam por encomenda e vendiam cada máquina pela metade do preço de mercado. Fizemos um trabalho sigiloso para não despertar suspeitas e conseguimos esclarecer por completo vários crimes de roubos e identificar e prender a quadrilha. Só estava faltando o chefe (Rossi), que estava foragido, mas tínhamos a convicção de que a prisão dele será uma questão de tempo”, enfocou o delegado Franco Pires.

O delegado lembra que com todos os dados colhidos, os investigadores Marcos e Pecorari, viajaram até a cidade de Jaraguá, em Goiás, onde prenderam Marcelo Ávila da Silva; Getúlio Rosa Castro; Daniel Vinícius Andrade e José Alves da Silva, que ficaram em uma cadeia goiana. Ainda em Goiás, na cidade de Itapaci, os policiais recuperaram as três máquinas roubadas na região de Botucatu.

Posteriormente, o delegado Geraldo Pires e os investigadores estiveram na cidade de Leme (próxima a Limeira) e efetuaram a prisão de mais dois integrantes da quadrilha. São eles: Márcio Aparecido Bueno e Antônio Álvaro Ribeiro Garcia, estes foram trazidos para Botucatu e recolhidos ? Cadeia Pública.

“Foi um trabalho minucioso feito nos últimos meses para chegar até os assaltantes, onde usamos a perspicácia dos nossos policiais e a tecnologia. Fomos fechando o cerco e prendemos, de maneira gradativa, todos os componentes do bando. “O último foi Márcio Rossi, que é o chefe. Com isso, os roubos foram elucidados e as máquinas estimadas em R$ 2,5 milhões, roubadas na região de Botucatu, foram recuperadas”, frisou o delegado.