DIG fecha galpão onde funcionava fábrica de cigarros

Numa mega operação que teve início por volta das 16 horas deste sábado (8) e só encerrada na madrugada de domingo (9), a Polícia Civil de Botucatu, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), com apoio da polícia de São Manuel e Areiópolis, descobriu uma fábrica de cigarros clandestina. Essa fábrica funcionava no galpão de uma fazenda, nas proximidades do pedágio de Areiópolis, na SP-280 Rodovia Marechal Rondon.

O delegado titular da DIG, Celso Olindo, que esteve no comando das operações revelou que a polícia recebeu a informação de que naquele local funcionava a fábrica e uma operação foi deflagrada para realizar o flagrante.

“Confirmamos as informações que nos foram passadas e conseguimos fazer a apreensão de milhares de maços de cigarro, que já estavam fabricados e embalados, assim como materiais usados na fabricação como máquinas de compactação, embalagens, compressores, fumo, entre outros. Tudo ficou apreendido para uma averiguação mais detalhada”, colocou o delegado da DIG.

O delegado ainda revelou que a quadrilha tinha uma estratégia de fuga, com uma câmara de vídeo instada na porteira de entrada da fazenda, cerca de 500 metros do galpão. “Algumas pessoas devem ter percebido nossa chegada através da câmara de vídeo instalada na parte externa da fábrica e conseguiram fugir. Porém, detivemos cinco pessoas no momento em que invadimos a fábrica e que seriam responsáveis pela fabricação do cigarro. Foram ouvidas e liberadas, mas as investigações continuam”, frisou Olindo.

O titular da DIG salientou que o prejuízo dos falsificadores foi grande. “Não posso precisar, mas (o prejuízo) foi de milhões”, opinou Olindo. “Esses maços de cigarros seriam distribuídos em São Paulo e na região do Nordeste, onde esta marca de cigarros é muito consumida”, destacou. “O mais importante é que a fábrica foi desativada”, concluiu.