DIG e PM esclarecem atentado contra a base de Rubião Júnior

Um gesto impensado e inconseqüente, movido pela vingança. É o que se pode dizer de um cidadão de nome Edson G.B. (25 anos) que cometeu um ato de vandalismo contra base da Polícia Militar do Distrito de Rubião Júnior, instalada nas proximidades da porta lateral de entrada ? Unesp, pela Avenida Bento Lopes.

O crime foi cometido na madrugada desta quinta-feira quando ele ateou fogo no toldo de lona da porta de entrada na base e quebrou um dos vidros. Quando a polícia esteve no local fazendo um levantamento da situação duas hipóteses foram levantadas: a de que o ato criminoso teria sido cometido por vândalos que passaram pelo local ou a de que foi uma espécie de vingança em represália a prisão de Leandro Gomes Freire, de 23 anos de idade, conhecido como Leandrinho Amarelo, que segundo a polícia comanda o tráfico na região de Rubião Junior.

Amarelo é apontado como o proprietário de meio quilo de cocaína apreendido no dia 4 de março deste ano, na mesma rua, quando foi presa uma senhora de 63 anos de idade de nome Maria Isaura, que permanece na Cadeia Pública de Itatinga por ter sido indiciada em crime de tráfico de entorpecentes. Seria ela quem guardava a droga em sua casa a pedido do acusado.

A vingança, então, foi a causa do crime, já que o autor do atentado contra a base da PM é irmão de Leandrinho Amarelo e confessou o crime ao ser detido pelos policiais especializados da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), num trabalho conjunto com a Policia Militar. Disse que havia cometido o ato em razão de estar revoltado com as constantes idas da polícia na casa de sua mãe que segundo ele “estava em extremo estado emocional”.

Conta que na noite de quarta-feira estava em um bar nas imediações da base militar onde ficou até as 20 horas. Saiu levando consigo uma garrafa de cerveja e um litro de pinga (cachaça) e foi para casa, onde guardou seu carro, um Corsa Sedan. Depois de consumir a cerveja e ingerir meio litro do aguardente, decidiu extravasar o seu lado emocional abalado, segundo suas declarações. Esperou sua esposa dormir e já no início da madrugada de quinta-feira, por volta das 00h30, foi até a base onde atirou uma pedra contra a porta do imóvel quebrando um dos vidros.

Em seguida ateou fogo no toldo de lona da cobertura da porta de entrada, colocou gasolina na garrafa de cerveja embebida em papel a atirou para o interior da base, mas o fogo não se propagou. Na delegacia ele foi assistido pela advogada criminalista Silvana Pradela Carli. “Ele está muito arrependido do que fez, pois não tem nenhuma passagem policial, nunca se envolveu em atos ilícitos e se comprometeu a pagar os danos causados ao patrimônio público”, observou a advogada.

A reportagem apurou que este rapaz trabalhou durante por 12 anos ininterruptos em um grande supermercado de Botucatu e fazem oito meses que trabalha em uma empresa de grande projeção instalada na Cidade. A sua esposa está no sétimo mês de gestação.

Por: Quico Cuter