Desvio de prêmio de loteria é investigado em Botucatu

Um empresário de Botucatu que não teve o nome revelado, já que as investigações ainda não foram concluídas, está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de estar envolvido em uma quadrilha que tem esquema de desvio de dinheiro de o pagamento de loterias da  Caixa Econômica Federal. Ação faz parte de “Operação Desventura”, que já teria desviado mais de R$ 270 milhões.

Esse empresário foi detido e conduzido à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) onde prestou depoimento e foi liberado.  Essa é a mesma operação que envolveu o nome do ex-jogador do Corinthians, Palmeiras e seleção brasileira, Edilson Capetinha, que também  está  sendo investigado.

A PF informou que a investigação apontou que o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas da Caixa, que eram escolhidos pela quadrilha por movimentar grandes volumes financeiros e que também seriam responsáveis por recrutar gerentes do banco para a fraude.

Segundo a corporação, quando os criminosos estavam de posse de informações privilegiadas, entravam em contato com os gerentes para que eles viabilizassem o recebimento do prêmio por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes falsos.

Durante a investigação, um integrante da quadrilha foi preso ao tentar aliciar um gerente para o saque do prêmio de um bilhete no valor de R$ 3 milhões. Meses depois ele foi liberado e, segundo a PF, morreu em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas.

Os policiais federais também identificaram fraudes na utilização de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), ConstruCard – que é o financiamento da Caixa para a compra de materiais de construção – e liberação irregular de gravames de veículos.

Os valores dos prêmios não sacados seriam destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Em 2014, ganhadores de loteria deixaram de resgatar R$ 270,5 milhões em prêmios da Mega Sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla Sena e Timemania. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público e evasão de divisas.

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que “já vem colaborando com as investigações da Operação Desventura” e que “manterá cooperação integral com as investigações em curso”. A instituição destacou que “está tomando todas as providências de abertura de processos disciplinares, apuração de responsabilidades e afastamentos, nos casos de envolvimento de empregados do banco”.
 

Fonte: G1