DDM investiga caso de mulher em cárcere privado

Um caso denunciado como cárcere privado e lesão corporal dolosa está sendo investigado pela Polícia Civil, através da equipe de policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) que tem no comando a delegada Simone Alves Firmino Tuono. Por razões óbvias o nome das pessoas envolvidas será mantido em sigilo até que tudo seja, devidamente, esclarecido.

O caso foi denunciado pela mulher ? delegada Michela Aparecida da Silva Ragazzi, no Plantão Permanente, na noite de domingo (02). Ela esteve na delegacia acompanhada do irmão que a tirou da casa do acusado, depois de denúncia de cárcere privado e lesão corporal.

Essa mulher que tem 25 anos e um filho menor de 5 anos alegou que vive, maritalmente, com o acusado (de 46 anos) há dois anos, na Rua José Domingues, região da Vila Maria. Entretanto, depois de alguns meses de convivência ele passou a espancá-la.

Além disso, nos últimos dias a teria mantido trancada em casa em regime de cárcere privado com o filho e só foi retirada da casa do companheiro pelo seu irmão que recebeu denúncia feita por vizinhos e acionou a Polícia Militar (PM). Juntos foram ? delegacia, fizeram denúncia e o caso foi encaminhado a DDM.

A delegada Simone Tuono abriu o inquérito policial, solicitou o exame de corpo de delito e está trabalhando para elucidar os fatos. Nas próximas horas deverá ouvir a denunciante, o denunciado e testemunhas. Caso as agressões e o cárcere privado sejam confirmados o acusado deverá ser enquadrado na Lei Maria da Penha.

Essa lei que vigora nos Pais desde 7 de agosto de 2006 quando foi sancionada, alterou o Código Penal Brasileiro (CPB) e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas e a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos. A nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida.