Criança nasce no lado externo da Maternidade

Um caso atípico aconteceu na manhã desta quinta-feira em um jardim na parte externa da Maternidade da Unesp, onde uma criança nasceu em situação adversa, porém com mais de três quilos e com saúde. O parto teve a participação do policial militar Márcio que, juntamente, com o soldado Gilberto, havia se deslocado até aquela Maternidade para fazer a escolta de uma detenta do presídio feminino de Itatinga.

Tudo começou quando o casal Danilo Aparecido de Oliveira e sua mulher Dinah Ricardi da Silva, ambos com 29 anos de idade, chegaram ao Pronto Socorro (PS) para mais uma consulta. Ela estava com dores e contrações e foi encaminhada para a Maternidade, mas antes de chegar ? entrada da portaria, a bolsa da mulher estourou e o bebê começou a sair ficado preso na calça.

“O problema é que todas as vezes que a gente vem aqui (na Unesp) tem que passar pelo PS antes de ir ? Maternidade. Isso é norma do hospital, que acho errada. Por isso meu filho nasceu no meio do caminho. Na hora percebi que minha mulher estava passando mal e chamei um policial (Márcio) que estava estacionando a viatura. Ele se prontificou em me ajudar e amparar a criança. Em seguida um médico que não sei como se chama também chegou e nos ajudou”, lembra Oliveira.

Prosseguindo seu relato enfoca que os gritos da mulher atraíram a atenção de muita gente. “Foi então que apareceram outros médicos e enfermeiras e tomaram conta da situação, cortando o cordão umbilical e colocando minha mulher em uma cadeira de rodas para ser levada até o quarto, onde ficou internada. Graças a Deus meu filho e minha mulher estão bem”, frisou, sem revelar o nome do garoto. “Ainda não escolhemos”.

O policial Márcio diz que viveu uma situação inusitada. Lembra que quando o pai da criança começou a gritar por socorro não sabia o que estava acontecendo. Só quando chegou mais perto é que viu a mulher sangrando e foi ajudar.

“Ela teve a criança de pé. Amparei o bebê e entreguei para o médico que enrolou a criança em seu jaleco. Depois, a mulher e a criança foram recolhidas para dentro do hospital. Acho que foi esta uma das maiores emoções da minha vida e tão cedo não vou esquecer”, comentou o soldado Márcio. “E a pensar que vim até o hospital fazer a escolta de uma presa de Itatinga que está prestes a ser mãe e acabei ajudando a trazer uma criança ao mundo”, completou.

Fotos: Valéria Cuter

{n}{tam:25px}Nota da Unesp{/n}{/tam}

A rotina de atendimentos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (HCFMB) é que as gestantes, com queixa relacionada a gravidez, sejam atendidas sempre na maternidade. Se houve alguma orientação diferente disso, o HCFMB vai investigar o motivo. No entanto, em nenhuma das vezes em que a paciente foi atendida na maternidade, havia indicação de que era o momento do parto.

Até o início da noite desta quinta-feira, 1º de setembro, mãe e criança permanecem internadas no HCFMB e passam bem.

Att,

{n}Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB e HCFMB{/n}