Condenado por assassinato é preso com armas e munição

Um trabalho sincronizado dos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) e policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), na manhã desta sexta-feira (26), resultou na prisão de um cidadão de 43 anos chamado José Milton de Oliveira, trabalhador braçal da Fazenda São João do Bom Retiro, zona rural da Cidade. Esta fazenda fica ? s margens da Rodovia Alcides Soares, principal meio de ligação entre Botucatu a Vitoriana/Rio Bonito, nas proximidades do Rio Capivarinha.

Prisão foi feita após ligações telefônicas chegarem ? DIG e GCM, informando que Oliveira era foragido da Justiça e mantinha em sua casa na fazenda grande quantidade de armas para caça, assim como seis cachorros “veadeiros”, que são treinados para a caça ao veado.

Adentrando ? casa do acusado os policiais e agentes fizeram a apreensão de duas espingardas (calibres 32 e 36), um revólver calibre 38, municiado com seis balas; 06 cartuchos calibre 32 (três intactos e três deflagrados), 14 cartuchos de calibre 36 intactos e outros 06 deflagrados, além de um cinturão de couro, para acondicionar cartuchos.

Ao fazer o levantamento da ficha criminal de Oliveira, foi constatado que era foragido da Justiça com condenação por um homicídio cometido em Agudos, com uma pena de 12 anos a cumprir. Também pesa contra o indiciado uma tentativa de homicídio cometido na Fazenda Relâmpago, zona rural de Botucatu. Sobre este crime (tentativa) diz que tinha julgamento marcado para ser realizado em Botucatu, no ano passado, mas não compareceu por medo de ser preso.

O acusado acabou conduzido ? Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) onde o Boletim de Ocorrência (BO) foi confeccionado, em razão de remanejamento nos distritos policiais e apresentado ? delegada Simone Alves Firmino, sendo recolhido ? Cadeia Pública, após prestar depoimento.

Ele salientou que mantinha as espingardas, revólver e munição na sua casa, mas não é caçador profissional, embora tenha cães treinados para isso. “Quando caço algum bicho é só para comer, mas isso não acontece sempre. Sou (trabalhador) braçal moço e é assim que ganho a vida para sustentar minha mulher e meus três filhos”, colocou Oliveira, que falou sobre seus crimes.

“Peguei 12 anos por um assassinado que aconteceu por acaso em Agudos. Entrei numa briga com um camarada e arma acabou disparando”. Sobre a tentativa disse que foi acidente numa festa de rodeio. “Dei um tiro para assustar um cara que queria me agredir e o tiro acabou atingindo seu ombro. Tinha julgamento marcado, mas não fui porque fiquei com medo de ser preso. Não estava me escondendo porque trabalhava na fazenda e ia sempre para Vitoriana”, explicou. “Não vou dizer que sou santo, mas bandido perigoso também não sou”, concluiu.

Fotos: Valéria Cuter