Comandante do 12º Batalhão destaca produtividade da PM

Na manhã desta quarta-feira o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Botucatu, que tem agregado 13 cidades da região, o {n}tenente coronel César Francisco Toma{/n}, esteve reunido com a imprensa para dar um dimensionamento geral do trabalho que vem sendo executado, assim como a produtividade da PM nas cidades que fazem parte de sua área de comando.

Toma, que está no comando há três meses, fez um apanhado geral sobre esse período ressaltando que foram apreendidas 25 armas de fogo, dois simulacros, bem como a captura de 18 pessoas condenadas por crimes diversos, como roubos, furtos e tráfico de entorpecentes, apresentando um gráfico comparativo no mesmo período do ano passado.

“O bom desempenho se deve a vários fatores como: a eficaz política de valorização profissional desenvolvida pela unidade, o incentivo emanado dos comandantes que acompanham e coordenam as operações, o reconhecimento da comunidade expresso na mídia, solenidades e reuniões, apoio familiar, enfim, é notório que um efetivo extremamente eficaz motivado tende a produzir muito mais, com maior qualidade e precisão, em todas as intervenções que se façam necessárias”, colocou Toma.

Lembra o comandante do 12º BPM, que no 1º trimestre de 2010, foram desencadeadas diversas operações de grande porte como a: Bunker, Zebra II e Dama da Noite, que são derivadas de um rol de atividades operacionais, aplicadas em toda Corporação, a exemplo de Operações de Grande Comando, Pontual, Direção Segura, entre outras.

“Um fator de destaque é que, em várias operações cujo objetivo principal era coibir contravenções penais, foram feitas apreensões de armas de fogo. Tal fato pode ser explicado pela eminência desses delitos servirem de plataforma para outras ações delituosas mais graves”, compara Toma. “É o caso do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis que são contravenções penais, com penas que variam de três meses a um ano de prisão simples e multa. Nesses casos, apesar de parecerem inofensivas, indiretamente, acabam favorecendo o cometimento de outros delitos de maior potencial ofensivo”, explica o comandante.

Outro fator destacado por Toma é que nesse 1º trimestre foi relacionado as operações que resultaram na captura de condenados procurados pela Justiça. “Somente nos seis primeiros dias de abril deste ano, a PM capturou oitos pessoas condenadas pela Justiça, o que representa 50% da quantidade de condenados capturados ao longo do mês de março. Isso nos leva a crer que teremos a maior quantidade de pessoas capturadas dos últimos anos”, prevê o comandante, explicando o motivo desse aumento.

“Com certeza o fato se deve a grande quantidade de buscas pessoais e em veículos feitos pelos policiais, fruto da mencionada ação de incentivo e valorização ao trabalho que vem sendo desenvolvida na Unidade. São parâmetros vistos em operações pontuais, localização de suspeitos em averiguações, bloqueios de trânsito ou mesmo durante o patrulhamento. Exemplo disso é que, apenas nesses primeiros dias de abril, nos 13 municípios que integram a área do 12º BPM, foram abordadas milhares de pessoas”, enumera Toma.

Ele destaca que o bom desempenho da Unidade vem ao encontro dos anseios da comunidade e aumenta consideravelmente o grau de credibilidade do público em relação ? polícia. “Sem dúvida, tal fator contribui para a efetivação de ações mediante parceria, como é o caso do Centro Integrado de Emergência (CIE) que está, praticamente, definido em ação conjunta com a Prefeitura Municipal e concentrará todos os serviços de emergência ? disposição da população, como Radiopatrulhamento, Corpo de Bombeiros, Resgate, Guarda Civil Municipal (GCM) e Serviço de Ambulância, facilitando o controle de despacho e atendimento das ocorrências, de acordo com as peculiaridades de cada serviço”, coloca o comandante.

Sobre a escolta de presos que hoje é feita pela PM, o comandante alega que ela acaba, de certa maneira, atrapalhando o trabalho operacional de patrulhamento preventivo/ostensivo. “Claro que seria melhor uma viatura estar realizando o patrulhamento para coibir a criminalidade do que fazer escolta de preso. Mas, temos que entender que é um trabalho que tem que ser feito e por isso, temos que nos adaptar, utilizando nosso contingente operacional e administrativo no serviço. Também podemos, quando a escolta é necessária, tirar, temporariamente, uma viatura de uma região de menor incidência criminal para executar o serviço”, diz Toma.

Sobre a insuficiência de policiais, Toma é taxativo. “Em nossa área de comando são 340 policiais, para atender a 13 cidades. Desse número, 160 estão em Botucatu. Temos que distribuir nossos policiais da melhor maneira possível para realizar um trabalho que atenda as necessidades de cada município e os resultados estão sendo satisfatórios. Só no Estado de São Paulo, são 645 municípios atendidos pela PM. Então, cada região tem que montar suas estratégias e trabalhar com seu número de policiais, para que a produtividade seja satisfatória”, conclui Toma.