Cinco réus serão julgados por assassinar desafeto com 23 tiros

Foram 23 tiros, sendo 10 nas costas e 13 na parte frontal, que levou ? morte a vítima Eliseu Vasconcelos, então conhecido como Foguinho. Foram denunciados como autores desse assassinato cinco elementos: Alessandro Rodrigues Magalhães (Paraguai), Vitor Leandro da Cruz (Gordinho), Adilson Rogério Vicente (Banespinha), Samuel Cardoso Pereira (Samuca) e Jairo Luiz de Campos (Jairinho). Também foram denunciados pela tentativa de homicídio contra Isaú Vasconcelos, filho de Foguinho que se encontrava no local dos fatos. Isaú está preso, em Conchas, por ter sido acusado de um estupro cometido nas proximidades da passarela do Parque Marajoara, este ano.

Todos os cinco serão julgados nesta quinta feira (26) em júri popular a ser realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subsecção de Botucatu. Na presidência dos trabalhos estará a juíza Adriana Tayano Fanton Furukawa e na acusação o promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino. Sete pessoas ligadas aos mais diferentes segmentos sociais da cidade, serão sorteadas para formar o Conselho de Sentença, entre as 21 convocadas pela Justiça.

De acordo com o que está relatado na denúncia o crime aconteceu no início da tarde do dia 12 de outubro de 2006, na Oficina de Funelaria e Pintura do Bafinho, na Rua Expedicionários Almiro Bernardes e os indiciados que alegam fazer parte de uma facção criminosa que agem dentro dos presídios paulista, assassinaram Foguinho para vingar a morte de um elemento conhecido como Garrincha, que seria “irmão” de facção.

No dia dos fatos os acusados teriam se reunidos para tramar a morte de Foguinho e usaram três veículos (VW Gol, GM Corsa e GM Kadet) e quatro armas de fogo, entre pistolas e revólveres. O coordenador e mentor intelectual da ação criminosa, seria um cidadão de nome João Batista de Lima, conhecido como Peru, que morreu no ano passado, baleado em um confronto com a Polícia Militar, de Laranjal Paulista.

Peru, com o Kadett teria seguido Foguinho pelas ruas da cidade e quando percebeu que havia entrado na funilaria, acionou seus comparsas, que chegaram ao local em outros dois veículos. Armados, invadiram a oficina e dispararam vários tiros e 23 acertaram a vítima. O filho (Isaú), que havia entrado na oficina com o pai conseguiu escapar ileso.

Na defesa dos cinco réus estarão atuando quatro advogados da Comarca. São eles: Roberto Fernando Bicudo; Rita de Cássia Barbuio; Adriana Bogatti Guimarães Rizzo e Milton Nogueira Ribeiro Júnior. Não está descartada a possibilidade de que os advogados entrem em um acordo e peçam o desmembramento do processo para que cada réu seja julgado, separadamente.

Foto: Valéria Cuter